Moscou informou que negociação com ucranianos nesta segunda foram só sobre corredores humanitários

A Rússia pode encerrar as ações militares na Ucrânia “em qualquer momento”. É o que afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov. Porém, há uma lista com uma série de exigências e condições necessárias para que as forças de Vladimir Putin façam o cessar-fogo.

O porta-voz especificou quais as exigências, que são: a Ucrânia deve alterar sua constituição e garantir neutralidade em relação à União Europeia (UE) e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan); deve reconhecer a independência de Donetsk e Lugansk; também deve reconhecer a Crimeia como território russo; os ucranianos devem se render e parar a ação militar.

O membro da delegação ucraniana nas conversações com a Rússia, David Arakhamia, já havia dito que dentre as exigências, as únicas questões que seriam possíveis de haver concordância, seria “o reconhecimento da Crimeia” e a independência das chamadas Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk.

Com duração de três horas, as delegações da Rússia e da Ucrânia se reuniram nesta segunda-feira, 7, para participar da terceira rodada de negociações sobre o conflito no território ucraniano. O chefe da delegação russa, Vladimir Medinsky, disse que, do lado russo, as expectativas de negociação não se concretizaram.

As discussões teria sido em torno da criação de corredores humanitários para que houvesse a passagem de civis que querem sair da Ucrânia. Segundo o chefe do gabinete do presidente da Ucrânia e participante das negociações, Mikhail Podolyak, “há algum progresso positivo na melhoria da logística dos corredores humanitários”. “As consultas sobre o bloqueio político básico do acordo, cessar-fogo e garantias de segurança continuarão”, disse.