O governo de Putin afirmou que “não esquecerá” o posicionamento de Boris Johnson

Por apoiar a Ucrânia com sanções econômicas contra a Rússia e fornecer armamentos, o Reino Unido foi alvo de ameaças por parte do governo de Vladimir Putin. Em um comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores, o texto diz que a Rússia “não esquecerá o desejo da Grã-Bretanha de cooperar com as forças ultranacionalistas na Ucrânia e o fornecimento de armas britânicas ao regime de Kiev“.

“A histeria das sanções na qual Londres desempenha um dos papéis principais, se não o principal, não nos deixa escolha a não ser tomar medidas de retaliação proporcionalmente duras. Londres fez uma escolha final de confronto aberto com a Rússia”, continua o comunicado.

Esta não é a primeira vez que a Rússia acusa o Reino Unido de tentar enfraquecer o governo russo. A porta-voz da Rússia, Maria Zakharova, já havia dito anteriormente que a mídia inglesa estava tentando desestabilizar o país. Ela teria afirmado que a BBC estava desempenhando “um papel determinado a minar a estabilidade e a segurança russas”.

Zakharova fez essa declaração após a BBC encerrar o trabalho de sua equipe de jornalistas na Rússia sob acusação de que autoridades locais estavam provando leis que reprimiam veículos estrangeiros.

Contudo, essa não é a primeira vez que o governo russo faz ameaças a outros países que estão apoiando a Ucrânia. Após a Finlândia dizer que gostaria de integrar à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o governo russo também se posicionou publicamente. “Consideramos o compromisso do governo finlandês com uma política militar de não alinhamento [com a Otan] um fator importante para garantir a segurança e a estabilidade no norte da Europa. A adesão da Finlândia à Otan teria sérias repercussões militares e políticas”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia.

Maria Zakharova também se pronunciou quando a Suécia mostrou interesse em entrar na Otan. A adesão geraria “graves consequências político-militares que possam exigir que nosso país responda”, segunda ela.