Rubens Otoni diz que imposto único é “peça de marketing”

Deputado federal defende reforma Tributária “que venha para fazer justiça na arrecadação, garantindo que proporcionalmente quem ganhe mais, contribua mais”

Foto: Reprodução

A ideia do governo Bolsonaro, conforme o ministro da Economia, Paulo Guedes, é apresentar um texto próprio da reforma Tributária – que já possui versões na Câmara e Senado. Este seria uma mescla dos já existentes, e traria, em especial, a criação do IVA federal, um imposto único que entraria no lugar de PIS, Cofins, IPI e parte do IOF.

Rubens Otoni, deputado federal pelo PT, diz que defende uma reforma Tributária “que venha para fazer justiça na arrecadação, garantindo que proporcionalmente quem ganhe mais, contribua mais”. Para ele, o texto deve ir muito além de um imposto único, que é “muito mais uma peça de marketing do que uma ação efetiva de equilíbrio fiscal”.

Ainda conforme o Rubens, as propostas já existentes no Congresso são importantes para iniciar o debate, mas é preciso envolver mais os diferentes segmentos da sociedade na discussão. O intuito, segundo ele, é “aperfeiçoar e avançarmos para um sistema tributário justo e que garanta uma efetiva distribuição de renda que alavanque a nossa economia”.

Questionado se esta proposta seria mais complicada nas deliberações que a da Previdência, Otoni afirma que o debate será complexo e necessita de ampla participação da sociedade.

Segundo plano

Durante evento em São Paulo, na última quinta, 8, o ministro Paulo Guedes afirmou que a proposta do governo seria composta pela reforma do Imposto de Renda para pessoas físicas e jurídicas, a desoneração da folha de salários e a criação do IVA. Ele também disse que, inicialmente, a intenção era excluir do texto tributos estaduais e municipais.

Anteriormente, o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM), já havia avaliado que a versão da Casa, proposta pelo deputado Baleia Rossi (MDB-SP), era a melhor opção. Segundo democrata, esta, inclusive, teria o apoio dos governadores.

Otoni reforçou a posição do presidente e endossou que a proposta do governo já foi colocada em segundo plano pela Câmara.

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