Risco de doenças cardiovasculares aumenta 30% no inverno

Quem está exposto a fatores de risco como tabagismo, sedentarismo e obesidade deve ter atenção redobrada

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

As doenças cardiovasculares aumentam, em média, 30% nos climas mais gelados. A estimativa é que a cada 10°C de queda na temperatura haja um aumento de 7% no índice de infartos, especialmente quando os termômetros atingem marcas inferiores a 14ºC. Isso acontece porque o organismo faz de tudo para manter o calor interno do corpo ao redor de 36,1ºC.

Segundo especialistas, quando as terminações nervosas da pele se ressentem com o frio, estimulam a produção de um tipo de catecolamina, substância que, entre outras funções, acelera o metabolismo para evitar a perda de calor, como forma de proteger o funcionamento de órgãos vitais internos.

Esse mecanismo faz com que as paredes dos vasos sanguíneos que irrigam a pele se contraiam, e o coração precisa fazer mais força para bombear o sangue. Além disso, como sentem menos sede no frio, as pessoas acabam ingerindo menos líquido e desidratam. Sangue mais denso e viscoso coagula mais facilmente, o que colabora também para o aumento da pressão sanguínea, alerta o Instituto Lado a Lado pela Vida.

Quem está exposto a fatores de risco como tabagismo, sedentarismo e obesidade deve ter atenção redobrada a sintomas como dor no peito, falta de ar, dor de cabeça e formigamento em braços e pernas.

Prevenção

A prática de exercícios físicos não deve ser deixada de lado por causa do frio. Assim como o consumo de água, mesmo sentindo menos sede com a temperatura mais fria. O cuidado com a alimentação também é importante, já que é comum o aumento na ingestão de comidas calóricas e gordurosas que podem sobrecarregar o coração.

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