Ricardo Salles e Ministério do Meio Ambiente são alvos da PF por exportação ilegal de madeira

No momento, 35 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos, por 160 agentes da PF, tanto no Distrito Federal, quanto nos estados de São Paulo e Pará

Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. | Foto: Governo Federal

Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão contra o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, na manhã desta quarta-feira. São apurados a suposta prática de corrupção, advocacia administrativa, prevaricação e, especialmente, facilitação de contrabando. A sede do Ministério também é alvo da PF. 

Nesta quarta, por volta de sete e meia da manhã, agentes da PF deixaram a sede da pasta carregando malotes. Duas viaturas ainda seguem em frente ao prédio. Além das buscas que foram determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o afastamento preventivo de dez agente públicos que ocupam cargos de confiança no Ministério do Meio Ambiente e no Ibama também foi providenciado.

Entenda o caso

A Operação Akuanduba, que cumpre mandados desde o início da manhã desta quarta, tem como objetivo a apuração de crimes contra a administração pública, que foram praticados por agentes públicos e empresários do ramo madeireiro. No momento, 35 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos, por 160 agentes da PF, tanto no Distrito Federal, quanto nos estados de São Paulo e Pará.

De acordo com as investigações da PF, iniciadas em janeiro deste ano, um despacho emitido em fevereiro de 2020 contrariava os pareceres técnicos do Ibama e permitia a exportação de produtos florestais sem a devida autorização para a exportação. Esse despacho foi feito a pedido de empresas que, nos anos de 2019 e 2020, tiveram cargas ilegais apreendidas nos Estados Unidos e na Europa – que acarretaram na regularização de mais de 8 mil cargas de madeira exportadas de maneira irregular.

O nome da operação, Akuanduba, é em homenagem a divindade da mitologia dos índios Araras, que se localizam no estado do Pará. A lenda explica que quando alguém contrariava as normas, a divindade soava uma pequena flauta que restabelecia a ordem.

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