Revalidação de diplomas médicos poderá ser feito por universidades particulares

Atualmente, apenas universidades públicas podem executar todas as etapas do procedimento de revalidação, mas cenário tende a mudar

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O jornal Estadão publicou, na manhã desta sexta-feira, 19, que o Ministério da Educação (MEC) poderá autorizar as faculdades particulares do País a revalidarem diplomas médicos. De acordo com o jornal paulista, as instituições privadas de ensino superior vão passar a disponibilizar um complemento para grade curricular dos profissionais da medicina formados em outros países. Atualmente, apenas universidades públicas podem  executar todas as etapas do procedimento de revalidação.

A informação, obtida com exclusividade pela reportagem do Estadão, foi confirmada, segundo a publicação, com o próprio Ministério.  A reportagem destaca, ainda, que o Ministério da Saúde estima um total de 120 mil brasileiros com formação ou que estudam medicina em outros países.

A revalidação do diploma também é de interesse de médicos cubanos que permaneceram no País mesmo após o rompimento do programa Mais Médicos. Cerca de 2 mil deles se enquadram nessas condições.

Segundo o Estadão, foram dois meses para elaboração da minuta lapidada por meio de reuniões de um grupo de trabalho do MEC. A último encontro teria ocorrido na última terça-feira, 16. O Revalida — caminho para revalidação do diploma via Inep — e a revalidação via universidades federais continuarão existindo.   

Uma das fases para revalidação do documento pela universidade prevê uma complementação curricular dos médicos. Assim, o profissional é submetido a matérias que não foram ministradas na universidade estrangeira. É nesta etapa, segundo o Estadão, que as faculdades particulares poderão atuar.

As possíveis mudanças têm sido criticadas por representantes da categoria que, segundo o jornal, temem que o processo para revalidação do diploma se transforme em um “balcão de negócios” no País. 

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