Reunião convocada por Lula em Brasília terminou de madrugada e teve estratégia individual para Goiás
07 outubro 2026 às 15h15

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A reunião emergencial convocada por Lula em Brasília na última segunda-feira, 5, após o petista ficar atrás de Flávio Bolsonaro (PL) no 1º turno da eleição presidencial, teria durado mais de seis horas e contado com a divulgação de um plano estratégico individual para cada estado, incluindo Goiás, montado com base no cenário regional.
É o que revela uma fonte do PT ao Jornal Opção, que disse que o encontro, que teve a presença de candidatos da legenda eleitos e não eleitos, além do próprio presidente da República, teve o objetivo de traçar para o 2º turno estratégias que já vinham sendo planejadas desde o 1º.
“Reunimos os governadores, senadores eleitos e não eleitos e demais candidatos que não conseguiram se eleger. Lula participou pessoalmente e apresentou os planos”, disse o interlocutor petista, sob reserva, que destacou que o encontro teve início às 18h e terminou depois da meia-noite.
O petista também confirmou a informação anteriormente apurada pela reportagem, a de que o Planalto já estava preparado para um péssimo resultado no 1º turno.
Trackings encomendadas pelo governo federal teriam previsto uma votação ainda pior que a confirmada no último domingo. No entanto, segundo outra fonte do PT, de Brasília, o entorno de Lula também detectou que os efeitos das últimas movimentações do petista, como a proibição das bets e o reajuste do Bolsa Família, passaram a ser sentidos somente nos últimos dias antes da eleição, e devem consolidar um crescimento até 25 de outubro, quando acontece a votação do 2º turno..
“Era pra ter sido pior. Agora é que ele voltou a crescer”, disse a fonte.
Em Goiás, Flávio Bolsonaro ficou à frente de Lula por 863 mil votos: enquanto o bolsonarista obteve 2.051.888 votos, o equivalente a 53,60%, o atual presidente da República, que tenta a reeleição, teve 1.188.880 votos, o que representa 31,06%.
A legenda petista, no entanto, teve bom resultado na eleição do Legislativo goiano. Além de ter aumentado a bancada na Assembleia Legislativa de três para quatro deputados, o PT elegeu Fabrício Rosa com a segunda maior votação do estado – 81,5 mil votos.
Já para deputado federal, a Delegada Adriana Accorsi conseguiu se reeleger também com a segunda maior votação – 177,1 mil votos.
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