Reprovação de Macri sobe, mas argentinos mantêm esperança no presidente

Apesar do governo ser desaprovado por 43% dos entrevistados, seis em cada dez acreditam que situação vai melhorar

Foto: Facebook/ Maurício Macri

Foto: Facebook/ Maurício Macri

A rejeição ao governo do presidente da Argentina, Mauricio Macri, subiu 18% em apenas seis meses. Desde que assumiu o poder, quando foi eleito como promessa oposicionista, o liberal perdeu apoio e é considerado “ruim ou péssimo” por 43% dos entrevistados na pesquisa realizada pelo jornal El País.

Apenas 19% consideram a atual administração “boa ou ótima”; enquanto, para 39%, é regular. A sondagem foi realizada entre os dias 2 e 15 de junho por telefone com mais de mil pessoas.

Em dezembro de 2015, seu discurso de otimismo e de que corrigiria todos os erros cometidos pelos anos de kirchnerismo no poder contagiaram a população. Meses mais tarde, o país ainda sofre com os efeitos da crise financeira, aumento nos índices de inflação, assim como de impostos – batizados de tarifaços – e uma onda de desemprego.

Contudo a aprovação pessoal de Macri ainda segue alta. Neste mesmo período, caiu cerca de 15 pontos percentuais e é de 56%. Os argentinos não parecem perder o otimismo, no entanto, e seis em cada dez pessoas acreditam que a situação do país estará melhor no período de um ano.

O diretor da Poliarquia, consultoria responsável pela pesquisa, Alejandro Catterberg, explica que “a sociedade avalia de forma crítica e com grande preocupação a atual conjuntura, mas, ao mesmo tempo, mantém expectativas elevadas em relação ao futuro.”

 

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