Representantes de servidores de Goiânia cobram por reajustes salariais a outras categorias

Sindicalistas concordam com aumento proposto a procuradores e auditores, mas afirmam ser preciso beneficiar todas os setores

Cabelo, Max Nascimento e Rosedália Marça. Foto: Arquivo Pessoal

O aumento proposto pela administração municipal de Goiânia a auditores e procuradores tem repercutido em outras categorias que atuam na Cidade. Max Nascimento, diretor da área de saúde do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Goiânia (SindiGoiânia), disse ter ficado feliz pelo projeto de lei que prevê o reajuste para as duas classes, mas não concorda que essa revisão salarial não seja para todos.

“Tem que discutir aumentos para todas as categorias. Se dá um aumento significativo para uma [ou duas] e não negocia com a outra, está errado”, diz Max, em recado à Prefeitura de Goiânia, gerida por Iris Rezende (MDB).

Para ele, se o prefeito beneficiar uma categoria em detrimento de outras, será um tiro no pé. “Como sindicalistas, queremos para todos.” Max ainda lembrou que, após dois anos de atraso, em dezembro de 2018, o prefeito pagou a data base em duas vezes.

Administrativos

Max revela que foi montada uma tabela salarial dos administrativos (que não inclui os da saúde, por ser uma categoria a parte) e enviada à prefeitura, que analisa por meio de uma comissão. “Inclusive, esperamos que seja enviado à Câmara e aprovado junto com o projeto dos auditores e procuradores. Isso é o justo.”

A presidente da Associação dos Servidores Administrativos da Prefeitura de Goiânia (Assmeg), Rosedália Marçal, afirma que os administrativos são os que mais precisam de aumentos. “Tudo começa na mão de um administrativo e termina. De servir o café a atender, até finalizar.”

Apesar disso, ela diz que os procuradores, de fato precisavam de um reajuste, uma vez que seus salários estão muito defasados. Sobre os auditores, a presidente da Assmeg defende que, para qualquer categoria, buscar benefício é válido.

“Mas é preciso ter uma visão geral. Os administrativos são os que têm a menor remuneração e precisam ser valorizados. E é dever do município estar atento e fazer uma coisa justa. Não se pode focar todo o comprometimento em só um segmento.”

Operacional

Marco Antônio dos Santos, mais conhecido como Cabelo, é presidente da Associação dos Servidores da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos de Goiânia (Seinfra). Ele, que fala em nome dos profissionais da área operacional (tapa buraco, limpeza urbana e serviço de infraestrutura, de modo geral), diz que tanto os auditores, quanto os procuradores merecem o aumento, mas não são prioridades.

“Se você pegar as outras categorias, elas estão somente com reajuste do IPCA. Fora que a data-base de 2014 ficou pra trás. O salário deles [auditores e procuradores] é bom.” Cabelo acredita que as demais categorias devem ser beneficiadas na mesma proporção. “A área operacional está desfalcada há anos. Alguns profissionais ganham salário mínimo. Assim, ou faz o reajuste para todos, ou prioriza quem ganha menos.”

A reportagem já solicitou à prefeitura de Goiânia uma resposta sobre o Projeto de Lei Complementar enviado à Câmara, mas ainda não recebeu resposta.

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Noemi Arruda

Tem q demitir os comissionados do Tce, senhor Cauado