Renan Santos acusa equipe de Flávio Bolsonaro de simular filiação ao Missão e diz ter provas
13 agosto 2026 às 20h13

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O candidato à Presidência da República e presidente do Partido Missão, Renan Santos, acusou nesta quinta-feira, 13, a equipe do senador Flávio Bolsonaro (PL) de ter simulado a filiação do parlamentar à legenda. Em vídeo publicado nas redes sociais, Renan afirmou que o partido possui registros que indicariam o uso do e-mail oficial de Flávio durante o processo e propôs uma acareação pública para esclarecer o episódio.
A declaração representa um novo capítulo na disputa sobre a filiação irregular de Flávio Bolsonaro ao Missão. O senador apareceu nesta quinta-feira como integrante da legenda no sistema da Justiça Eleitoral, situação que chegou a impedir temporariamente o registro de sua candidatura à Presidência pelo PL. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já restabeleceu a filiação de Flávio ao PL e encaminhou o caso para investigação.
No vídeo, Renan afirmou que os registros mantidos pelo Missão permitiriam comprovar que o procedimento passou pelo endereço eletrônico oficial do senador.
“Temos como comprovar que a filiação fraudulenta do Flávio aconteceu através do e-mail oficial dele. Alguém com acesso ao e-mail oficial dele clicou para fazer a filiação e inclusive baixar nosso aplicativo”, afirmou.
A alegação de Renan ainda deverá ser apurada pelas autoridades. O uso do endereço eletrônico oficial, por si só, não comprova quem realizou o procedimento nem se houve participação ou conhecimento de Flávio Bolsonaro.
Renan também levantou a hipótese de que o episódio tenha sido provocado para favorecer politicamente o adversário. O presidente do Missão relacionou o caso à divulgação de um ato de campanha de Flávio, mas não apresentou, no vídeo, elementos que comprovassem essa acusação.
“A chance de ser uma malandragem para divulgar o ato dele e com ele se fazer de vítima é enorme”, declarou.
Renan propõe acareação
O candidato do Missão afirmou que está disposto a apresentar registros técnicos do processo e desafiou Flávio a participar de uma acareação pública.
“Eu faço uma acareação pública agora em qualquer televisão, eu e o Flávio, mostrando tintim por tintim, IP por IP, log por log no sistema”, afirmou Renan.
O Missão sustenta que foi vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta e afirma que fornecerá às autoridades registros digitais para auxiliar na identificação do responsável. A legenda também diz que o gabinete de Flávio havia sido comunicado anteriormente sobre uma tentativa de filiação.
A campanha de Flávio Bolsonaro apresenta outra versão. Integrantes do PL classificaram a filiação como fraudulenta e chegaram a chamar o episódio de “molecagem”. A equipe do senador questionou a atuação do Missão e pediu providências à Justiça Eleitoral.
TSE descarta invasão do sistema
O TSE informou que não houve invasão ou ataque hacker ao sistema da Justiça Eleitoral. Segundo informações divulgadas após a análise dos registros, a operação que resultou na filiação partiu de um acesso vinculado ao Partido Missão. A circunstância, entretanto, não esclarece quem foi o responsável pela ação nem resolve a controvérsia sobre como o procedimento começou.
Após a repercussão do caso, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou o restabelecimento da filiação de Flávio Bolsonaro ao PL. Com a correção, foi afastado o obstáculo que impedia o registro da candidatura do senador pela legenda.
O episódio deverá agora ser investigado para identificar quem realizou a filiação e se houve prática de crime. Enquanto a apuração não for concluída, as acusações apresentadas pelas duas campanhas permanecem como versões conflitantes sobre a origem da irregularidade.


