Vereador Eduardo do Prado (PV) apresenta relatório conclusivo na segunda-feira, 17, após visitar pessoalmente as obras e analisar a documentação recebida na comissão

Relator da Comissão Especial de Inquérito das Obras Paradas, Eduardo do Prado, chegou a convocar o prefeito Iris Rezende para se explicar na comissão, mas ele não compareceu | Foto: Arquivo pessoal

O relator da Comissão Especial de Inquérito das Obras Paradas na Câmara Municipal de Goiânia, Eduardo do Prado, vai apresentar o relatório conclusivo aos demais colegas sobre o impacto que estas obras deixam à capital goiana. O encontro acontece na segunda-feira, 17, às 9h30 na sala de reunião da comissão, na Câmara Municipal.

A constatação dos vereadores que integram a Comissão é de que, além dos prejuízos aos cidadãos que ficam sem os serviços, a paralisação das obras causou aos cofres do município um rombo que deve chegar a R$ 1 bilhão.

Eduardo do Prado aponta o secretariado liderado pelo prefeito de Goiânia Iris Rezende (MDB) como principal entrave para a conclusão do trabalho ao não entregar os documentos solicitados há cerca de 100 dias. O prefeito Iris Rezende foi convidado a esclarecer a cronologia das obras durante o trabalho da CEI, mas não compareceu. “Os secretários municipais não encaminharam os documentos pedidos pela presidência da comissão, o prefeito não compareceu e ainda existem contratos a vencer. É uma vergonha de dinheiro público desperdiçado”, lamenta o relator.

O trabalho de investigação durou 120 dias com audiências públicas, depoimentos de secretários municipais e diretores de construtoras, além das visitas in loco a diversas obras. Outros documentos foram pedidos à Caixa Econômica Federal e a Controladoria Geral do Estado e devem ser entregues na segunda-feira, 17, à presidência da comissão.

Apesar do prejuízo aos goianienses, Prado atenta para as vitórias conquistadas pelos trabalhos da comissão, como a retomada das obras da Casa de Vidro, que era usada como esconderijo por usuários de drogas e a Maternidade Oeste. Quanto ao andamento do BRT, o vereador visitou o ministro das Cidades, Alexandre Baldy (PP), para ter respaldo de um órgão superior para continuar as obras. “Os comerciantes estão quebrando e deixando de vender pelos obstáculos que as obras impõem, como falta de estacionamento para clientes.