Com informações de Fabrício Vera

O relator da Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investigar a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), vereador Thialu Guiotti (Avante), apresentou requerimento definindo prazo para apresentação de relatório até o dia 30 de maio. A CEI foi protocolada no início de junho e, conforme regimento da Câmara Municipal, pode durar até 120 dias – com possível prorrogação –, mas pode ser encerrada antes disso, caso o prazo seja cumprido.

“Estamos falando de uma CEI que já ultrapassa 60 dias de oitivas. Existem ainda cinco pessoas que tiveram convocação aprovada e ainda não fora ouvidas. O requerimento visa fazer com que essas pessoas sejam ouvidas de maneira imediata, nesta semana e na outra”, explicou Guiotti.

Apesar da estipulação, ele entende que o prazo pode ser prorrogado, no caso de vereadores quererem solicar novas oitivas. Nesse sentido, o presidente da CEI, vereador Ronilson Reis (PMB), destaca que o requerimento para o prazo ainda não é definitivo. Ele destaca que o requerimento apresentado deixa claro a intenção de trazer celeridade aos processos, mas aponta que o data de 30 de maio foi definida previamente e pode ser prorrogada. “Entendo que quanto mais rápido, melhor o resultado. Acho antecipada, mas como o relator colocou ‘previamente‘, é uma sugestão”, pontua.

Segundo Ronilson, outros nove requerimentos devem ser apresentados para ouvir fornecedores na Comissão. “Queremos analisar cada contrato e notas superfaturadas. Já pedimos que a equipe faça levantamento de preços que chegaram até nós. Acredito que temos que ouvir fornecedores para fazer juízo de valor”, explica. Apesar da necessidade de novas oitivas, o vereador acredita que ainda seja possível respeitar o prazo proposto por Thialu.

Em análise do que a CEI constatou até agora, os dois vereadores fazem avaliação positiva das informações levantadas. Para Ronilson, a CEI tem trabalho pautado no requerimento e, além disso, tem sido propositiva, para contribuir com o município diante dos problemas identificados. A leitura é a mesma de Thialu, que destaca que já está comprovado que existe má gestão no órgão. O vereador reconhece que o problema vem de anos e não surgiu na gestão atual, mas não minimiza a responsabilização do comando presente.

“De acordo com documentação que tivemos acesso e oitivas, aquele valor que foi adiantado para a Comurg comprar insumos e executar obras não foi usado para isso, mas para pagar dívidas passadas”, pontua. “A companhia passa por problemas financeiros, mas não cabe ao diretor decidir se paga dívidas ou compra insumos”, explica.

Thialu comenta ainda a possibilidade de responsabilização do prefeito de Goiânia, Rogério Cruz (Republicanos), diante do andamento da comissão. “Ainda que a Comurg seja independente, está ligada ao Poder Executivo. Não consigo dizer que o prefeito está completamente isento”, aponta. “Se você é chefe do poder e indica pessoas para exercer funções, cabe a elas entregar resultados. Agora, cabe ao chefe do poder constatar o que foi dito na CEI e tomar providências cabíveis”.