Relatório defende tarifa diferenciada de ônibus por distância na Grande Goiânia

Comissão que investiga situação do transporte coletivo na região metropolitana deve propor mudança na cobrança 

Anselmo Pereira, relator da CEI | Foto: Larissa Quixabeira

O relator da Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investiga o transporte coletivo na Região Metropolitana de Goiânia, vereador Anselmo Pereira (PSDB), propôs, em seu relatório parcial, mudanças na cobrança da tarifa de ônibus.

Na manhã desta quarta-feira (23/8), durante audiência na Câmara Municipal da capital, o tucano defendeu valores diferenciados conforme a distância. Assim, quanto mais longa for a viagem do usuário, mais cara será.

“Goiânia vai pagar pra vocês [em referência aos prefeitos das cidades na Região Metropolitana]? Ao quebrar a hegemonia da tarifa única, vamos abrir a discussão. Nosso entendimento é que está havendo um sacrifício do usuário de Goiânia que anda menos e é o maior financiador”, defendeu.

De acordo com o tucano, a tarifa única só deve continuar se for realmente criado um fundo para financiar o transporte, mas que seja bancada não só por Goiânia, mas pelo Estado e municípios. “O relatório vai trazer essas indagações, do que é o transporte”, completou.

Para que não haja diferenciação da tarifa por distância, por cidades, o parlamentar defende que haja subsídio diversos, como pelo IPVA, parquímetros, das prefeituras e da regulamentação dos aplicativos de transporte individual (como Uber, 99Pop).

“O sistema faliu, não tem remédio. Ou se quebra a hegemonia da tarifa única, cria-se o anel tarifário, mas é uma proposta penosa”, arrematou.

A proposta ganhou força nesta Legislatura, em especial porque o próprio prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), deu sinais de que aceitaria municipalizar o transporte coletivo, o que, segundo especialistas, seria um grande retrocesso para a integração de toda a Região Metropolitana.

Terminal de ônibus do Padre Pelágio | Foto: Danilo Bueno/ O Hoje

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A proposta de tarifa diferenciada foi rejeitada, durante entrevista há alguns meses, pelo presidente da Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo (CDTC) e prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha (PMDB). Segundo ele, em 2005, quando foi feita a reorganização do sistema na capital, foi pactuada a tarifa única justamente para não prejudicar os mais pobres que, na maioria das vezes, são os que moram mais longe do Centro da capital.

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