Registrado B.O. contra prefeito de Guapó por suposto crime eleitoral

Esta é a segunda representação contra Luiz Juvêncio, do PMDB. Em nota, coligação do governador Marconi Perillo (PSDB) repudiou atitude

Luiz Juvêncio: vão ter que provar | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção Online

Luiz Juvêncio: vão ter que provar | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção Online

Um boletim de ocorrência (B.O.) contra o prefeito de Guapó, Luiz Juvêncio (PMDB), foi registrado na Delegacia de Polícia da cidade pela prática de distribuição de material apócrifo em período de campanha eleitoral, na noite de quinta-feira (24/7). O titular da delegacia, Alexandre Neto Moreira, não soube precisar quando o documento foi impetrado.

Em entrevista ao Jornal Opção Online, o peemedebista negou participação no caso, que configura-se como crime eleitoral. “Eles têm que provar [meu envolvimento]. O pessoal [do PSDB] quer tratar a campanha em banho-maria. Não estou preocupado se o Iris [Rezende, candidato do PMDB ao governo estadual] vai ganhar. Só não quero que o Marconi [Perillo, PSDB, que disputa reeleição] ganhe”, comentou, emendando que não considera o material distribuído apócrifo. No último mês de junho, o PSDB de Guapó registrou pedido de investigação contra o prefeito pelo mesmo motivo.

Na noite de ontem, a coligação de “Garantia de um Futuro Melhor para Goiás”, que tem à frente o tucano, repudiou o caso. Em nota, o grupo formado pelos 17 partidos da base aliada lamentou o que chamou de “atos rasteiros” da oposição.

Já o presidente do PSDB goiano, Paulo de Jesus, avaliou que a atitude advém de candidato que não tem propostas para apresentar ao eleitor. “Nunca soltamos e nem vamos soltar nada do tipo, nem acusar ninguém. Quem não trabalha, ataca”, afirmou. Na opinião dele, as acusações não têm fundamento e os responsáveis por isso seriam pessoas que estão envolvidas em atos ilícitos.

Paulo adiantou que a legenda que preside abriu uma representação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-GO) pedindo investigação contra Iris. “Não vamos deixar sem resposta, a oposição sempre fez esse tipo de papel”, concluiu, ressaltando que os partidos da coligação tinham notícia de que “material requentado” seria usado.

Segundo a nota, a polícia foi chamada, mas Juvêncio teria saído do local.

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