Reforma do ensino médio deve ser aprovada em comissão ainda neste ano

Deputado goiano Thiago Peixoto (PSD) afirmou ao Jornal Opção que mudanças na educação são fundamentais para o futuro do país

Deputado federal Thiago Peixoto (PSD) na comissão desta terça-feira | Foto: Luis Macedo

Deputado federal Thiago Peixoto (PSD) na comissão desta terça-feira | Foto: Luis Macedo

A comissão mista que analisa a medida provisória da reforma do ensino médio definiu, nesta terça-feira (25/10), o cronograma dos trabalhos de discussão das mudanças propostas pelo governo do presidente Michel Temer (PMDB).

Relator da proposta, senador Pedro Chaves (PSC-MS) anunciou que apresentará seu parecer até o dia 30 de novembro. Para tanto, haverá 30 dias de intensa discussão, com pelo menos seis audiências públicas com 40 convidados aprovados por requerimento.

Titular da comissão, o goiano Thiago Peixoto (PSD) afirmou ao Jornal Opção que a expectativa é que o relatório seja aprovado ainda neste ano, para que a votação no plenário seja retomada tão logo acabe o recesso. “É uma excelente proposta, que irá dar um salto na educação brasileira. O aluno do ensino médio passará a ter protagonismo na sua vida escolar”, defendeu.

A MP 746/16 torna facultativo o ensino de arte, educação física, sociologia e filosofia. Essas matérias ainda poderão, porém, ser incluídas na Base Nacional Curricular Comum, parte integrante obrigatória dos três anos do ensino médio, que está sendo discutida no Ministério da Educação. Ademais, Thiago Peixoto acredita que educação física, por exemplo, será excluída da lista de facultativas.

De acordo com a MP, cerca de 1,2 mil horas da carga horária total do ensino médio serão destinadas ao conteúdo obrigatório definido pela base nacional. No restante da formação, os alunos poderão escolher seguir cinco trajetórias: linguagens; matemática; ciências da natureza; ciências humanas; e formação técnica e profissional. A classificação toma como referência o modelo usado na divisão das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Ex-secretário de Educação de Goiás e um dos responsáveis pelo “Pacto Pela Educação” — que levou o Estado das últimas para a primeira colocação no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) –, o deputado criticou a tentativa da oposição de impedir que a MP avance.

“Hoje, o que percebo é que quem é contra a proposta, como o PT e o PCdoB, ou tem visão corporativista, de interesse próprio, ou faz oposição vazia. São oposição a tudo, independente do que seja… A proposta é boa, o ensino médio do jeito que está não funciona, te obriga a estudar conteúdo sem sentido, sem uso, por isso precisa ser revisto e a proposta vem nesse sentido”, afirmou.

Além disso, Peixoto lembrou que, embora a proposta reduza a quantidade de disciplinas, ela amplia a quantidade de horas/aula. “Se estudará matérias melhor, mais intensamente. O aluno do ensino médio passará a ter protagonismo nos estudos”, disse e completou: “Haverá, ainda, a modalidade integral para o ensino médio. O objetivo é ampliar até chegar a 50% dos alunos da rede nos próximos 10 anos.”

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