Recuperação de viaduto que desabou em Brasília deve levar seis meses

Presidente do Crea-DF, Fátima Có, descarta chuva como principal fator da queda do elevado, mas destaca que é preciso esperar laudo

Viaduto desaba em Brasília | Foto: Andre Borges/ Agência Brasília

O trecho do viaduto que desabou na manhã desta terça-feira (6/2), no centro de Brasília, deve ser recuperado em cerca de seis meses, segundo previsão da presidente do Conselho Regional de Engenharia (Crea-DF), Fátima Có.

Segundo a especialista, por se tratar de uma emergência, o processo licitatório não deve demorar, o que permitirá maior agilidade na obra.

Após o acidente, que não deixou vítimas, o trânsito foi completamente bloqueado na via, e não há previsão de liberação.

O diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF), Henrique Ludovice, disse que os órgãos do governo vão trabalhar de forma articulada, primeiramente no escoramento desse viaduto e na análise da estrutura.

“Para que possamos oferecer à população a solução mais adequada e mais correta sob o ponto de vista a intervenção necessária nesse viaduto. Enquanto isso, faremos o desvio do tráfego nas redondezas para que o acesso ao centro do Plano Piloto possa ocorrer, embora com as dificuldades sem a presença do Eixo Rodoviário”, explicou.

Manutenção

Henrique Ludovice, presidente do DER-DF | Foto: André Borges/ Agência Brasília

O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), reconheceu que o viaduto não recebeu manutenção. “São viadutos antigos. Desde o início do nosso governo, fizemos manutenção em oito viadutos. Seis deles receberam reforço estrutural. Infelizmente, esse não recebeu e agora temos que ver que providências iremos tomar a partir de agora”, explicou

Para a presidente do Crea, diversos fatores colaboraram para o desabamento da estrutura, mas não há como dar um laudo técnico detalhado de início. “São diversos fatores que levam ao caos, ao colapso. Aqui, com certeza, não foi a chuva, afinal não estava chovendo. Então, foi porque realmente a estrutura já estava, digamos assim, no ponto mais frágil dela”, destacou Fátima Có.

Perguntada sobre a possibilidade de o outro lado do elevado ceder, ela disse que estaria sendo irresponsável ao tentar antecipar qualquer avaliação.

Em 2013, uma auditoria do Tribunal de Contas do Distrito Federal detectou fragilidades em diversos monumentos de Brasília, entre elas o viaduto. Na oportunidade, a equipe de vistoria recomendou que a obra fosse reformada. (As informações são da Agência Brasília)

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