Reconhecida em ranking internacional, UFG é vítima de cortes do MEC

Novo bloqueio do retira R$ 220 milhões das universidades federais em todo o país

A Universidade Federal de Goiás (UFG) tem ao mesmo tempo motivos para celebrar e para lamentar, após medidas e anúncios feitos ao longo da semana passada na área de educação. Por um lado, a universidade aparece entre as melhores instituições de ensino superior do mundo, conforme o QS World University Ranking. Por outro, lida com a notícia de perda de orçamento discriminado pelo Ministério da Educação (MEC), que anunciou a retirada de mais de R$ 220 milhões das universidades federais em todo o país.

O ministro da Educação, Victor Godoy Veiga, já havia informado que o bloqueio do orçamento na pasta, definido pelo governo há duas semanas, sofreria corte pela metade, reduzindo o índice de 14,5% para 7,2%. Agora, metade desses 7,2% foi repassado para outros órgãos, segundo apontado pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). “O MEC informou que metade dos 7,2% ainda bloqueados, o equivalente à 3,2% do orçamento discricionário, será remanejada para outros órgãos para pagamento de despesas obrigatórias, representando uma perda de mais de R$ 220 milhões em nossos orçamentos”, informou a Andifes.

O presidente do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg-Sindicato), professor Flávio Alves da Silva, também criticou a medida e declarou que a organização segue em manifestações contra o corte. “O Adufg-Sindicato tem se mobilizado contra os ataques vindos do Governo, defendendo firmemente uma educação pública, gratuita e de qualidade. Vamos às ruas. Essa luta é de todos nós!”, destacou.

Ranking

O corte surge ao mesmo tempo em que a UFG aparece no QS World University Ranking, que lista as melhores universidades do mundo. A UFG aparece ao lado de outras 34 universidades brasileiras, listadas após a observação de mais de 2,4 mil universidades em 100 países. Entre os critérios para classificar as instituições, estão reputação acadêmica e entre empregadores, proporção de professor por aluno, citações científicas, proporção de docentes estrangeiros, entre outros.

No Brasil, as universidades com melhor colocação na lista são Universidade de São Paulo (USP), em 115º lugar, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em 210ª, e a Federal do Rio (UFRJ), em 333ª. Entre as 35 instituições brasileiras que aparecem no ranking, apenas nove são particulares, sendo as outras 26 restantes afetadas diretamente pelo bloqueio dos repasses anunciados pelo MEC na última semana.

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