Reciclagem e coleta seletiva: saiba como destinar corretamente seu lixo em Goiânia

Ação começa dentro de casa e pode ajudar reduzir a poluição e acumulo de resíduos no meio ambiente

Foto- Divulgação

Qualquer morador de área urbana que for questionado sobre coleta seletiva responderá que já ouviu falar sobre o assunto. Acontece que, mesmo tendo a informação à disposição de todos, um estudo do último ano feito pelo Compromisso Empresarial para a Reciclagem (CEMPRE), mostrou que quase 170 milhões de brasileiros não são atendidos por coleta seletiva em suas cidades. Das mais de cinco mil cidades do Brasil, apenas 1.055 têm programas de coleta seletiva (menos de 20%).

A pesquisa revela que só 31 milhões de brasileiros – 15% da população total do país – podem contar com o apoio do Estado para separar o lixo. Ou seja, 85% não têm como destinar resíduos para a reciclagem. O estudo faz, ainda, uma análise mais detalhada de 18 cidades do país e mostra que em algumas cidades, a quantidade de material que está sendo reciclado aumentou entre 2017 e 2018.

É o caso de Goiânia, que reciclou cerca de 80% a mais de resíduos entre janeiro e março de 2018 (45 mil metros cúbicos) do que o mesmo período no último ano (24 mil metros cúbicos). Apesar dos dados representarem uma boa notícia, menos de 8% de todo o lixo da capital é reciclado. Para que este número cresça, dois fatores são fundamentais, de acordo com a presidente da Cooperativa de Material Reciclável Reciclamos e Amamos o Meio Ambiente (Cooperama), Dulce Helena do Vale: a conscientização e a ação dos habitantes da cidade.

Segundo Dulce, os caminhões de coleta seletiva de Goiânia já atendem toda a cidade e, graças a isso, o número de materiais reciclados tem aumentado. “Agora, cada pessoa tem que fazer a sua parte dentro de casa separando, ao menos, o lixo seco dos molhados”, disse, referindo-se aos orgânicos dos outros tipos de resíduos.

“Os caminhões da coleta de Goiânia passam alternadamente em dias da semana nos bairros recolhendo o lixo orgânico ou reciclável. É preciso se informar, depois disso feito é só segmentar os resíduos dentro de casa”, explica.

É o que faz a médica veterinária, Diana Oliveira, que separa seu lixo, pois o condomínio onde mora, no Setor Aeroporto, encaminha os resíduos recicláveis e orgânicos aos lugares corretos. “É um trabalho de equipe, mas tem que começar dentro de casa, se cada um não fizer a sua parte, o acúmulo em lixões, na rua e principalmente, na natureza, será cada vez maior”, alerta.

Aqui é possível ver em que dias e horários os caminhões da Coleta Seletiva passam em seu bairro.

Também é possível ter acesso aos Pontos de Entrega Voluntário (PEV) e as cooperativa de catadores de materiais recicláveis mais próxima de sua casa.

Saiba diferenciar

Resíduos recicláveis são os descartados que podem retornar à cadeia produtiva para virar o mesmo produto ou produtos diferentes dos originais, como a maioria dos papéis, vidros e plásticos, papelão e alumínio.

Materiais não recicláveis, como pilhas, baterias, lâmpadas incandescentes e fluorescentes, óleo de cozinha, entre outros, devem ser descartados em locais apropriados, senão prejudicam o meio ambiente.

Como separar

– Coloque os plásticos, vidros, metais e papéis em sacos diferentes do orgânico;

– Lave e seque as embalagens que continham produtos orgânicos antes do descarte;

– Papéis devem estar secos. Podem ser dobrados, mas não amassados;

– Embrulhe vidros quebrados e outros materiais cortantes em papel grosso (do tipo jornal) ou colocados em uma caixa para evitar acidentes;

– Garrafas e frascos não devem ser misturados com os vidros planos (como pratos e travessas).

Em Goiânia

Desde 2008 a capital conta com o Programa Goiânia Coleta Seletiva (PGCS), que tem o objetivo de diminuir o impacto ambiental e gerar emprego e renda na inclusão de catadores, além de aumentar a vida útil do Aterro Sanitário e reduzir custos.

Atualmente, o município possui parceria com 15 cooperativas que fazem a separação do material. Algumas destas chegam a reciclar 70 toneladas de papel (papelão, papel misto e papel branco). O dinheiro recebido pela venda desse material é dividido entre os cooperados e pode chegar à média de R$ 900 reais para cada um, por mês.

Projeto

Ações também têm sido propostas para incentivar a população a separar o lixo em Goiânia. No último mês, por exemplo, um projeto acolhido pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) concede créditos no IPTU para quem recolher e destinar à Prefeitura, resíduos recicláveis.

A autora da proposta, a vereadora presidente da CCJ Sabrina Garcêz (PTB), diz que o crédito seria concedido de acordo com o peso do material entregue nos locais destinados pelo município. De acordo com a parlamentar, o Programa Recicle Mais, Pague Menos, como é chamado, não geraria renúncia de receita, já que a Prefeitura seria beneficiada com a redução do lixo a ser recolhido e dos impactos ambientais.

Uma resposta para “Reciclagem e coleta seletiva: saiba como destinar corretamente seu lixo em Goiânia”

  1. Avatar Wendel disse:

    Gostaria de saber quando o caminhao que recolhe o Lixo reciclavel passa.!! Moro em Gôiania e nunca vi isso.!

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