Raquel Teixeira: “Secretaria de Educação é minha casa”

Após especulações de uma suposta saída, secretária se diz confiante, motivada e “a vontade”: “Vamos aperfeiçoar e melhorar o sistema educacional goiano”

Raquel Teixeira vai implantar as OSs: objetivo é melhorar o ensino | Foto: Alexandre Parrode

Raquel Teixeira vai implantar as OSs: objetivo é melhorar o ensino | Foto: Alexandre Parrode

A secretária de Educação, Cultura e Esporte, Raquel Teixeira, rebateu especulações de que poderia deixar a pasta e assegurou que está confiante no projeto do governador Marconi Perillo (PSDB). Inclusive, fez questão de ressaltar que serão implantadas, sim, as Organizações Sociais na Educação. “Não é uma posição da professora Raquel Teixeira, é uma política de Estado”, completou.

Esta é a primeira vez que a secretária confirma efetivamente a implantação do sistema, que deverá ter pilotos em Águas Lindas de Goiás e em outras cidades, paralelamente. Segundo ela, não necessariamente serão OSs em todas. “A recomendação do governador é para que tenhamos a coragem, a ousadia de trabalhar na direção de uma gestão de escola pública eficiente, eficaz e que dê aos alunos oportunidades iguais de aprendizagem”, justicou.

Raquel Teixeira acredita que a implementação de novas políticas públicas para a Educação dependerá do resultado dos pilotos, mas ao que tudo indica, “teremos experiências interessantes”. “Queremos qualidade, independente do rótulo”, sustentou.

Durante a entrevista, a secretária teceu elogios ao governador, a quem classificou como “ousado” e “corajoso”, afastando os rumores de que haveria ruídos na relação dos dois — justamente porque Raquel seria “contra” as OSs –: “A avaliação que faço é que é muito bom que Goiás tenha um governador como Marconi, que tenta buscar maneiras para aperfeiçoar o sistema”.

Questionada se poderia realmente deixar a Seduce, Raquel rebateu dizendo que está “absolutamente confiante, motivada e a vontade”. “Essa é minha casa. Fiz opção por Educação aos 15 anos. A secretaria de Educação é a minha casa”, revelou e completou: “A cultura é uma área na qual eu sempre estive inserida — mesmo por questões de família. Aos dois anos, meu avô italiano me ensinou a ouvir ópera. Tenho um irmão que é pianista, uma filha que é produtora cultural. É uma área onde eu me sinto muito bem. Além disso, fui presidente da Comissão de Esporte na Câmara Federal durante um ano. Fui eu quem representei o Brasil na Copa da África do Sul, em 2010. São áreas onde eu transito com muita facilidade”.

Sobre o vídeo divulgado pelo Jornal Opção, no qual a secretária sugere que tem vontade de deixar o governo, ela esclarece: “Aquele vídeo foi um debate de três horas em que algumas frases descontextualizadas foram retiradas e montadas. Quem estava na UFG entendeu. Inclusive há uma declaração, um texto, do próprio reitor Orlando Amaral sobre o que foi aquela reunião”.

Colégios Militares

O governador Marconi Perillo encaminhou para a Assembleia Legislativa um projeto autorizando a criação de oito novos Colégios Militares em Goiás. Para a secretária, a forma de ensino militar é “admirada” e “desejada” pelo povo goiano, então é natural que haja uma grande procura pelos mesmos. “Eu fui deputada federal por oito anos e não tinha uma cidade onde eu chegasse que o prefeito não pedia instalação de um colégio militar. Além disso, eles têm um excelente desempenho acadêmico”, justificou.

Outro ponto ressaltado por ela sobre o assunto é que, apenas 19 unidades da Seduce são militares, um número relativamente pequeno se comparado às 1160 escolas da rede estadual. “Um sistema público tem que ser democrático e democrático significa diferente perfis de escola. Há convênios com escolas religiosas, por exemplo. É normal”, arrematou.

Plano Estadual de Educação

Após grande polêmica na Câmara Municipal de Goiânia em cima do termo “gênero” no Plano Municipal de Educação, chegou à Assembleia a versão estadual do documento. Raquel Teixeira adianta que o termo também está lá, mas acredita que o “nível de polêmica” será definido pelos deputados estaduais. “O que vai valer é o que a maioria da sociedade representada no Parlamento decidir”, argumentou.

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Mario Borges

Parabéns professora Raquel, você trabalha para Goiás, aqueles inconformados e que procuram aparecer na mídia, não poderão ter influência na Educação no Estado, continue firme.