Raquel Dodge defende que Bolsonaro se torne réu por caso de racismo

Defesa do presidenciável, por sua vez, alega que procuradora-geral da República tem uma “visão parcial” em relação a ele 

| Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, defendeu na última quinta-feira (29/6) o recebimento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de denúncia apresentada contra o deputado federal e pré-candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) pelo crime de racismo.

A manifestação de Dodge vem em resposta a um documento apresentado na última semana pela defesa de Bolsonaro, questionando a acusação. O advogado de deputado, Antônio Pitombo, afirma que Raquel Dodge tem uma “visão parcial” em relação a ele.

O caso será analisado pela Primeira Turma do Supremo, mas ainda não há previsão para que isso ocorra. Caso a denúncia seja aceita, o parlamentar se tornará réu.

A acusação contra Bolsonaro foi baseada em uma palestra que ele deu no Clube Hebraica do Rio de Janeiro, em abril do ano passado. Para Raquel Dodge, ele demonstrou preconceito contra quilombolas e refugiados.

Na ocasião, Bolsonaro criticou duramente as demarcações de terras indígenas e os quilombos brasileiros. Ao falar de sua visita a um, o parlamentar disse que o “afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas” e que “não fazem nada”: “Acho que nem para procriador ele serve mais”.

Um dos argumentos apresentados pelo advogado foi o de que as frases de Bolsonaro foram tiradas de contexto. A procuradora-geral afirma, entretanto, que os trechos utilizados são suficientes para demonstrar o crime, e que não é necessário apresentar a íntegra do discurso.

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