“Quem ficou rico com o Agostinho foi a Globo”, critica Pedro Cardoso

“Tenho 57 anos e não tenho uma economia que me possibilite não trabalhar”, diz ator 

Foto: Reprodução / TV Cultura

A TV Cultura tem divulgado, no Twitter, trechos do programa “Provoca” comandado pelo apresentador Marcelo Tas. O último entrevistado de Tas foi o ator Pedro Cardoso, interprete do personagem Agostinho Carrara na série “A Grande Família”, da TV Globo.

Durante o bate-papo, Cardoso, ao ser questionado por Tas sobre o possível enriquecimento a partir do sucesso de seu personagem na Globo, disparou: “Quem ficou rico com o Agostinho foi  a Rede Globo. A Globo, que é o capitalista naquele negócio e quem tem a possibilidade de enriquecer. Tenho 57 anos e não tenho uma econômica que me possibilite não trabalhar”. 

Para ele, nenhuma pessoa fica rica sem explorar a mais-valia. “Estou para encontrar um economista que me mostre outra estrutura”, disse. “Eu era um cara de esquerda, agora sou uma pessoa de extrema-esquerda”, disse o ator que, por fim, acrescentou: “Sem o aspecto ditatorial da extrema esquerda, mas com a convicção da responsabilidade social”.

O posicionamento crítico do ator gerou inúmeros comentários. Alguns internautas aproveitaram para criticar as afirmações de Cardoso quanto a suposta “injustiça” cometida pela Rede Globo ao “enriquecer” com seu personagem. Veja:

FHC

Tas questionou também como é ser “primo do Fernando Henrique Cardoso” e o ator brincou com a situação: “vou fazer uma confissão. Toda vez que alguém fala que eu sou primo do Fernando Henrique eu nunca falo a verdade. Na verdade, sou primo segundo do Fernando, mas sempre deixo todo mundo achar que sou primo em primeiro grau”.  

Pedro Cardoso disse gostar muito de Fernando Henrique e revelou ter com ele o que chamou de “algum contato”. “Ele é um cara ocupado, mas gosto dele familiarmente”. Por fim, disparou: “o fato peculiar da nossa amizade é eu nunca ter votado nele”.

Em justificativa, Pedro acrescentou: “Eu participava, naquele momento, da convicção de que o Brasil tinha que se fazer representar pelos seus pobres e não pelos seus intelectuais”. Diante da afirmação Tas acrescentou: “não pelo primo rico?!” e Cardoso devolveu “ele não era rico, ele era intelectual, (ainda que fosse ‘rico’ para a oposição)”.

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