Quatro homens são condenados por estupro e morte de transexual em Anápolis

As penas chegam a mais de 30 anos de detenção, de acordo com a participação de cada um dos envolvidos no crime

Emanuelle Muniz | Foto: reprodução/Facebook

Após denúncia do Ministério Público de Goiás (MP-GO), Daniel Lopes Caetano, Sérgio Cesário Neto, Renivan Moisés de Oliveira Caetano e Márcio Machado Nunes foram condenados pelo sequestro, roubo, estupro e morte da transexual Emanuelle Muniz Gomes, em Anápolis, em julgamento concluído na madrugada da última quarta-feira, 21.

O crime aconteceu em fevereiro de 2017, após a vítima pegar carona com os acusados na porta de uma boate. Cabe recurso da decisão.

Os condenados estão presos desde maio de 2017. Daniel Lopes foi condenado a 26 anos de prisão pelos crimes de homicídio qualificado, homicídio qualificado tentado e estupro. Sérgio Cesário a 34 anos e 2 meses pelas práticas dos delitos de homicídio qualificado, homicídio qualificado tentado, roubo majorado e estupro. Já Renivan Moisés foi condenado a 26 anos e 10 meses pelos crimes de homicídio qualificado, homicídio qualificado tentado e estupro, enquanto Márcio Machado foi condenado a 35 anos e 4 meses de reclusão.

Relembre

O crime aconteceu no dia 26 de fevereiro de 2017, quando por volta da meia-noite, ao lado da Boate Terra Brasil, no Setor Jundiaí Industrial, em Anápolis, Daniel Lopes, Sérgio Cesário, Renivan Moisés e Márcio Machado, pegaram com uso de violência, uma bolsa, contendo objetos e documentos pessoais e dinheiro de duas pessoas, a mãe de Emanuelle e um amigo.  Depois, em uma estrada vicinal, em uma churrascaria da zona rural, os quatro teriam estuprado a vítima.

Na sequência, os homens mataram Emanuelle, motivados pelo fato de ela ser transexual. De acordo com a denúncia, o crime foi cometido de forma cruel e impossibilitou a defesa da vítima. Pertences de Emanuelle foram retirados após o estupro, enquanto ela estava viva.

Segundo a denúncia, no trajeto até o local em que a jovem foi morta, Sérgio dirigia o veículo, quando Daniel e os demais praticaram atos libidinosos diversos da conjunção carnal com ela, retirando-lhe a roupa, passando as mãos em seus seios, barriga e beijando sua boca, contra a sua vontade. E em determinado momento, Daniel passou a mão nas partes íntimas da vítima e percebeu que se tratava de um homem.

Logo depois, os criminosos foram ao lixão, às margens da BR-060 e, os quatro retiraram Emanuele do veículo à força, arrastando-a pelos cabelos, oportunidade em que eles continuaram a praticar com ela outros atos sexuais. Além do homicídio, eles roubaram o celular da mãe dela e tentaram matar um homem que passava pelo local do assassinato. Este homem foi encontrado inconsciente sobre o corpo da transexual.

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