Quase metade dos brasileiros compraram presente para o Dia dos Pais neste ano. É o que aponta pesquisa da Hibou Pesquisas & Insights em parceria com a Score Agency, segundo a qual 46% dos entrevistados afirmam que devem presentear os pais. O levantamento também indica maior cautela dos consumidores com os gastos, embora a intenção de compra permaneça próxima à de anos anteriores.

De acordo com a pesquisa, 34% dos entrevistados dizem estar com o orçamento mais apertado em relação a 2025. Outros 42% afirmam que devem manter o mesmo padrão de consumo dos anos anteriores. Os dados apontam para um consumidor que continua disposto a celebrar a data, mas tende a planejar mais a compra.

A qualidade aparece como o principal critério na escolha do presente. Ela foi citada por 51% dos participantes, enquanto o preço foi apontado por 40%. A opinião do próprio pai aparece em terceiro lugar, com 39%, seguida por promoções e condições especiais, mencionadas por 31%.

O levantamento também mostra que o orçamento tem influência direta sobre a decisão. Para 38% dos entrevistados, o melhor presente é aquele que cabe no bolso. Outros 32% consideram mais importante escolher um produto que tenha utilidade na rotina.

Internet ajuda na escolha, mas loja física ainda é importante

A pesquisa mostra ainda que o consumidor tem recorrido à internet para pesquisar antes de decidir o que comprar. Ao todo, 44% dos entrevistados afirmam buscar ideias de presentes na rede. Por outro lado, 56% dizem perguntar diretamente ao pai o que ele gostaria de ganhar.

Na hora da compra, os shopping centers aparecem como principal opção, citados por 50% dos participantes. As lojas virtuais das próprias marcas vêm em seguida, com 37%, enquanto os marketplaces foram mencionados por 26%.

O comportamento indica uma jornada de compra que combina pesquisa digital e aquisição presencial. O consumidor utiliza a internet para comparar ou encontrar opções, mas os estabelecimentos físicos continuam tendo peso na decisão. Os números também ajudam a explicar a preferência por produtos considerados funcionais. Categorias como eletrodomésticos, eletrônicos, móveis e utilidades domésticas aparecem entre as opções para a data.

A pesquisa aponta ainda que a marca do produto tem pouca influência sobre a decisão de compra, quando comparada a fatores como qualidade, preço e utilidade. No varejo, a expectativa é de que o comportamento mais cauteloso favoreça produtos que conciliem preço, durabilidade e utilidade.

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