Quase 700 quilos de cabos e materiais de cobre e alumínio foram apreendidos durante uma operação realizada nesta quarta-feira, 19, em Goiás. A fiscalização percorreu 72 estabelecimentos em busca de equipamentos com indícios de origem ilegal e possíveis componentes retirados da rede elétrica.

Ao todo, foram recolhidos 680 quilos de materiais. As equipes fiscalizaram ferros-velhos, sucatas, recicladoras, fundições e outros estabelecimentos que recebem, armazenam ou comercializam metais.

A ação integra a segunda edição da Operação Equi-Cobre de 2026, realizada pelo Grupo Equatorial com apoio das polícias Militar e Civil e de órgãos de fiscalização. O objetivo é combater não apenas o furto e o desvio de equipamentos, mas também a cadeia de receptação e comercialização dos materiais.

Cabos e outros componentes da infraestrutura elétrica despertam o interesse de criminosos principalmente pela presença de cobre e alumínio, metais que possuem valor de revenda. Além do prejuízo causado pela retirada dos equipamentos, os furtos podem provocar interrupções no fornecimento de energia e comprometer estruturas utilizadas para a prestação de serviços essenciais.

Segundo o gerente de segurança empresarial do Grupo Equatorial, Johnathan Costa, a fiscalização conjunta permite ampliar o alcance das ações contra esse tipo de crime.

“A Operação Equi-Cobre é uma importante ferramenta de prevenção e combate aos crimes contra a infraestrutura elétrica. A atuação integrada com as forças de segurança e órgãos fiscalizadores fortalece as ações de inteligência e fiscalização, contribuindo para coibir o mercado ilegal desses materiais e garantir mais segurança e confiabilidade ao sistema elétrico”, afirmou.

Receptação pode resultar em até 16 anos de prisão

As penas para crimes envolvendo fios, cabos e equipamentos utilizados no fornecimento e na transmissão de energia foram endurecidas no Brasil em 2025.

A Lei nº 15.181, sancionada em 28 de julho daquele ano, aumentou as punições para furto, roubo e receptação de materiais utilizados em serviços essenciais.

No caso de furto qualificado, a pena pode variar de dois a oito anos de reclusão, além de multa. Para roubos que comprometam o funcionamento de serviços públicos essenciais, a punição prevista é de seis a 12 anos de prisão e multa.

A legislação também endureceu as consequências para quem recebe ou comercializa produtos de origem criminosa. A receptação simples pode resultar em até quatro anos de reclusão. Na modalidade qualificada, a pena pode chegar a oito anos e ser dobrada quando o crime envolver bens ligados a serviços essenciais, podendo alcançar 16 anos.

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