PUC-SP faz ato contra impeachment de Dilma

Comunidade da PUC de São Paulo foi uma das primeiras a fazer atos contrários ao impedimento da presidente Dilma

Professores, estudantes e funcionários da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) fizeram na noite desta quarta-feira (12/4) um ato contra o impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff (PT). A manifestação, organizada pelo comitê PUC Contra o Golpe, ocorreu no campus Perdizes da universidade, na zona Oeste da capital paulista.

“A população está percebendo quais são os reais interesses por trás desses políticos corruptos que, utilizando o argumento da corrupção, querem derrubar o governo legitimamente eleito. Esse grupo não esconde seus reais interesses, que são desmantelar a legislação trabalhistas, entregar o que sobrou das riquezas nacionais e submeter a política econômica aos interesses imperialistas estado-unidenses”, disse o professor de ciência política da PUC-SP, Pedro Fassoni.

Para o cientista político e professor da PUC-SP Francisco Fonseca o que está em jogo não é apenas o impeachment, mas um projeto de setores econômicos e setores políticos do país que objetivam acabar com o estado do direito democrático e o estado social que, segundo ele, ainda não foram consolidados no Brasil.

“Nesse processo de consolidação, claramente não terminado, elites rentistas, setores econômicos cuja Fiesp [Federação das Indústrias do Estado de São Paulo] é a marca, altamente articulados, inclusive do ponto de vista internacional, querem uma retomada da velha relação de subordinação com os países centrais. Querem o desfazimento de um estado em que os pobres de alguma maneira avançaram, do ponto de vista político e do ponto de vista social”, disse.

A comunidade da PUC-SP foi uma das primeiras a fazer atos contrários ao impedimento da presidente Dilma. Em meados de março, uma grande manifestação no teatro da PUC, o Tuca, que reuniu artistas, juristas, sindicalistas, intelectuais e políticos contra o impeachment marcou o início de uma série de atos similares que viriam a ocorrer em outras universidades paulistas, como a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Mackenzie e a Universidade Metodista.

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