PUC-Goiás afirma que não vai se posicionar sobre caso da cadeira de direito

CA do curso informou que universidade divulgaria posicionamento nesta sexta (20/3). Assessoria nega

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Imagens divulgadas no Facebook da Atlética de Direito da UFG expõe cadeira sendo levada de dentro da PUC-Goiás

A Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-Goiás) optou por não se manifestar sobre o caso da cadeira que foi levada do Centro Acadêmico de Direito da universidade por alunos da faculdade de direito da Universidade Federal de Goiás (UFG). Ao Jornal Opção Online, a comunicação da PUC-Goiás afirmou que não se posicionará oficialmente.

A informação contradiz o que os coordenadores do CA do curso informaram a este jornal. De acordo com um dos diretores do centro, Pedro Egídio, eles esperam, sim, a decisão da universidade — que seria divulgada nesta sexta-feira (20/3) –, para, então, se manifestarem.

De acordo com ele, a coordenadora do curso de direito, Neire Divina Mendonça, teria garantido que a universidade trataria sobre o caso.

Outro coordenador e membro do DCE, Gustavo Mundim, informou que, por recomendação da própria universidade, o CA não deveria se pronunciar até que houvesse algum parecer da reitoria da PUC-Goiás.

O presidente do Diretório Central de Estudantes da PUC-Goiás, Michel Magul, explicou que o DCE vai apoiar o CA de Direito no que ficar decido. Mas, que também espera um posicionamento da PUC-Goiás para poder tomar as medidas cabíveis.

Uma reunião do CA está marcada para a tarde desta sexta-feira (20/3), no campus V da PUC-Goiás.

Impasse

Alunos da UFG posam com a cadeira em fotos no Facebook da Atlética de Direito | Foto: reprodução / Facebook

Alunos da UFG posam com a cadeira em fotos no Facebook da Atlética de Direito | Foto: reprodução / Facebook

A cadeira, supostamente do tempo do Império, teria sido levada de dentro da PUC-Goiás na noite do dia 5 de março por dois alunos da UFG.

Ela teria sido disputada na década de 1950 entre estudantes da UFG e da então Universidade Católica de Goiás, num júri simulado.

O júri teria sido vencido pelos estudantes de Direito da UCG e, por isso, eles ficaram com a cadeira. Agora, avaliando que a Faculdade de Direito da UFG — ou o Centro Acadêmico — é a proprietária da cadeira, um grupo de estudantes decidiu levá-la, gerando uma crise entre estudantes, professores e, possivelmente, até entre reitores das duas universidades.

Segundo estudantes da PUC, o caso deve ser levado, se a cadeira não for devolvida, à polícia e à Justiça. Estudantes da UFG avaliam que apenas “pegaram” aquilo que era da Faculdade de Direito da UFG.

Estudantes da PUC frisam que a cadeira chegou a ser reformada pelo CA da Faculdade de Direito da PUC.

Entretanto, conforme alunos da UFG, nos anos 1990 a Atlética de Direito da PUC pegou emprestada a cadeira e nunca a devolveu. Desta forma, o que aconteceu foi apenas uma “recuperação” do bem que teria sido subtraído anteriormente.

A cadeira está provocando festa na Faculdade de Direito da UFG. Alunos e professores postaram fotografias nas redes sociais ao lado e até sentados no objeto.

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Pedro

Como a cadeira é um bem público, e os bens públicos não podem sofrer usucapião, a cadeira continua a pertencer ao Direito da UFG.
O aluno da UFG não praticou crime algum, apenas recuperou um bem público que havia sido furtado e estava na guarda do CA da PUC. Então, caracterizado o crime de furto da cadeira, e a receptação do bem furtado no CA da PUC, está configurada situação de flagrante delito, pois a receptação é crime permanente. Assim, não há crime por parte daquele que restituiu a cadeira ao seu devido lugar.

andre

Eu nao li isso. Que feio. Espero que quem roubou a cadeira esclareça isso na Justiça.

MARIA LUIZA GONÇALVES DA SILVA

A ufg ate agora nao apresentou nenhum documento sobre o furto da referida cadeira, tal cadeira ja estava 18 anos na PUC, pq a ufg nao procurou a policia para as devidas providencias, se realmente a cadeira fosse deles ,errado e invadir e furtivamente ( furtar) a referida cadeira , tal estudande nao esta fazendo curso de direito e sim curso de ERRADO, ou seja o mesmo praticou um crime ( ladrao) entao nada justifica um crime.

adgs

Você está olhando para um caso de 1950 à luz do ordenamento jurídico da CF de 1988. É uma ignorância tremenda.

ANONYMUS

Inacreditável por parte de acadêmicos de direito. Incrível a postura do corpo docente da UFG/GO. Se a coisa fosse ao menos levada de forma lúdica, mas não, os acadêmicos acreditam que o ato criminoso é um ato legal. Questiona-se a índole dos estudantes, pois o conhecimento jurídico sofrível é compreensível, como não poderia deixar de ser, pois devem estar no primeiro período. Assim, espera-se pelo bem da imagem da UFG/GO! Por certo, os estudantes de direito, querem exteriorizar á sociedade que curso de diteiro de nada serve e que o sistema judiciário esta falido e os atores envolvidos são inuteis… Leia mais

anonymous

??????

ED Truth

voto pelo fim das batucadas na praça universitária já