PTB impõe teto de 12 mil votos para definição de nomes que buscam cadeiras na Alego

Sigla traça estratégia com objetivo de eleger entre quatro e cinco deputados estaduais

Dayrel Godinho
Nielton Soares

Em processo de formação da chapa com 42 nomes para concorrer as 41 cadeiras disponíveis na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), o PTB Goiás quer eleger entre quatro e cinco deputados com uma tática: postulantes que não estejam em mandato na Casa e tenham entre seis mil e 12 mil votos, como são os casos da presidente do PTB Valparaíso, Lilian Morais, e do suplente de deputado estadual Samuel Gemus. 

É o que explica o presidente do Diretório Regional do partido, Eduardo Macedo. Ele entende que os partidos terão dificuldade muito grande provocada pela redução da quantidade de candidatos de 65 (150%) para 42 nomes (100% mais um). Por este motivo, Macedo definiu junto aos filiados que haverá teto de 12 mil votos para que os nomes que se filiaram ou conversam com PTB goiano concorram ao legislativo goiano com competitividade neste pleito, que acontece em outubro.  “Sabemos que haverá uma dificuldade eleitoral porque, além de não termos a coligação proporcional, algo que já era aguardado, houve a surpresa da diminuição do quantitativo de 150% para 100% [mais um], porque lançaríamos 65 candidatos. Agora, lançaremos somente 42 para alcançar o mesmo quociente eleitoral. A missão ficou mais difícil, porque vamos ter que alcançar o mesmo número com menos candidatos”, explica. 

A aposta em novos nomes também faz parte da estratégia para conseguir as cadeiras almejadas pelo partido. apesar das mudanças nas regras eleitorais. De acordo com o presidente do regional, não há pessoalidade na decisão de não favorecer candidatos eleitos. “A gente colocou como meta e não vai ser mudado. Isso foi justamente o que fez com que a gente fosse procurado por vários postulantes do Estado inteiro, até mais do que a gente pode lançar, e vamos trabalhar com candidatos entre 6 e 12 mil para fazer pelo menos entre quatro e cinco cadeiras”, acrescenta.  

É o caso de Lilian Morais (PTB), que assumiu a presidência da sigla na cidade de Valparaíso e de Dr. Samuel Gemus (ex-SD), que é da cidade de Anápolis. A política, que era cotada para a prefeitura da cidade do Entorno deve concorrer a uma das cadeiras na Alego. Ela é terceira suplente na chapa do PSL, após ficar com 11.830 votos. Mesmo caso de Gemus, que é terceiro suplente, após atingir 10.732 votos.  

Apesar da rigidez das regras para disputar as eleições pelo partido, o político explica que “tudo pode acontecer”, já que se trata de política e de uma lista de postulantes que é “viva”. Segundo Macedo, há pessoas que estão no grupo do PTB há muito tempo, outras que devem se filiar para um projeto específico e existem os que vão se filiar à sigla porque se identificam com a bandeira do PTB, que é considerado por Macedo como o “único partido conservador do Brasil”. “Existem pessoas que se identificaram com as nossas bandeiras, Deus, Pátria, Família e Liberdade, que é o único partido conservador no Brasil, no nosso estatuto, mas tudo é possível porque os demais partidos estão discutindo com todos os candidatos”, cogita.  

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.