“PSDB não é alternativa”, defendem líderes do Movimento Brasil Livre

Kim Kataguiri e outros representantes do MBL falam sobre oposição, Marcha pela Liberdade e queda no número de pessoas na manifestação de 12 de abril

Renan Santos, Murilo Resende e Kim Kataguiri durante entrevista | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Renan Santos, Murilo Resende e Kim Kataguiri durante entrevista | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Kim Kataguiri e outros líderes do Movimento Brasil Livre (MBL) que estão marchando rumo a Brasília pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) aproveitaram a passagem por Goiânia para, na manhã desta quarta-feira (20/5), visitar a redação do Jornal Opção e ceder entrevista exclusiva.

Durante a conversa, os jovens descartaram o PSDB como alternativa possível ao governo do PT e atribuíram a queda na quantidade de pessoas nas ruas nas manifestações do dia 12 de abril à “pulverização” do movimento para alcance de um maior número de cidades e à dificuldade de divulgação.

“O PSDB não é uma alternativa, mesmo porque não só o PSDB como nenhum outro partido hoje existente é liberal. Não existe partido, por exemplo, que defenda oficialmente e abertamente a privatização da Petrobrás como a gente defende ou a privatização da saúde e da educação com sistema de voucher como a gente também defende”, afirma Renan Santos.

Murilo Resende, que faz parte do MBL em Goiânia, acrescenta: “O político [goiano] que mais se aproxima [dos ideais do MBL], não tanto por um viés liberal, mas pelo liberal-conservador, é o Ronaldo Caiado”. Murilo cita também o deputado federal Alexandre Baldy (PSDB), que gravou vídeo chamando a população a participar de manifestação organizada pelo movimento.

Quando questionado sobre a queda no número de pessoas nas ruas na segunda manifestação chamada pelo MBL em 2015, no dia 12 de abril, Kim respondeu: “O nosso foco na manifestação do dia 12 de abril era estar no maior número de cidades possível, então a gente pulverizou bastante o movimento, a gente esteve em três vezes mais cidades do que a gente esteve no dia 15 [de março], então o nosso objetivo foi completado”.

E Murilo completou: “Aqui em Goiânia a gente teve até reclamações de muitas pessoas que desejavam ir, mas não receberam a notícia. A gente atribui bastante isso à nossa principal ferramenta de disseminação, que estava sendo o Facebook”. E conclui: “Foi um relato do Brasil inteiro, a gente não sabe o que aconteceu de verdade, mas a queda na efetividade dessas divulgações de tudo o que era relativo a impeachment caiu quase a metade”.

A “Marcha pela Liberdade” deve terminar no próximo dia 27, quando os jovens chegam a Brasília. Lá, eles pretendem protocolar um documento pedindo o impeachment da presidente. A partir dessa data será montado um acampamento por tempo indefinido em frente ao Congresso como forma de pressionar a votação do pedido. “15 de março e 12 de abril serviram para deixar a Dilma Rousseff encapsulada em Brasília”, disse Renan. “Se a presidente está sitiada em Brasília, nós temos que ir até Brasília”, argumentou.

A entrevista completa estará na próxima edição do Jornal Opção, disponível online e nas bancas a partir do próximo domingo (24).

2 Comment threads
5 Thread replies
0 Followers
 
Most reacted comment
Hottest comment thread
3 Comment authors

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Paulo Ferraz

Apóio o MBL, são jovens brilhantes e que merecem todo nosso respeito!

Josiel Cavalcante

Paulo Ferraz, se vc apoia este movimento é porque, ou vc não o conhece, ou é insensível ao sofrimento dos pobres.

Paulo Ferraz

Pelo contrário, conheço o movimento estive na av. Paulista e os acompanho desde então, por isso digo que vc. é que está enganado, sua insensibilidade é tamanha que se opõe a um movimento que se rebelou contra um partido que saqueou e continua saqueando o país!

Correia

E não podem jogar a toalha por conta da traição do PSDB.

Ainda há muitos democratas com quem se unir.

Por exemplo: Carlos Sampaio, Bolsonaro, Caiado, Joaquim Barbosa, Reinaldo Azevedo, Merval e tantos outros.

A luta continua!

Paulo Ferraz

acrescento nesta lista o Deputado Onix Lorenzoni, que inclusive esteve com eles em Campinas no início da marcha, mas existem outros também que faço questão de saber o nome para apoiar!

Josiel Cavalcante

As proposições do MBL são incrível e escancaradamente fascistas. Privatizar a educação e a saúde, num momento de abertura democrática e expansão da universidade para a população historicamente ignorada, é a coisa mais demoníaca que alguém poderia pensar. Vocês são um bando de pessoas da classe média, ou pretensa classe média, que estão incomodados com os avanços econômicos dos pobres, e tentam, a todo custo, restaurar o sistema da casa grande e senzala.

Paulo Ferraz

Vc. está equivocado, o que eles propõem não é privatizar a educação e saúde, mas sim DESPOLITIZÁ-LA através de Vouchers que poderão ser cedidos diretamente à população pobre (tal como ocorre com o bolsa família), ou seja eles pretendem tirar do poder dos políticos PTralhas os recursos da saúde e educação, e dar diretamente para os cidadãos pobres, deixando seus políticos do PT chupando o dedo, sem poder roubar pois os pais dos alunos pobres sabem, melhor que seu governo corrupto, como usar estes recursos diretamente para seus filhos e familiares, o que ao contrário do que vc. diz, democratiza… Leia mais