PSD goiano ainda não definiu se apoiará Rosso ou Jovair a presidente da Câmara

Deputados do partido, Heuler Cruvinel e Thiago Peixoto, estão viajando e devem se reunir com os dois candidatos daqui a dez dias

Heuler Cruvinel e Thiago Peixoto durante entrevistas ao Jornal Opção | Foto: Fernando Leite

O PSD de Goiás enfrenta uma situação complicada na eleição da Câmara Federal: sua bancada, composta por Thiago Peixoto e Heuler Cruvinel, terá que se decidir se apoiará Jovair Arantes, também goiano, mas do PTB; ou Rogério Rosso, ex-governador de Brasília e correligionário.

Integrantes do Centrão, os dois presidenciáveis lançaram suas candidaturas nesta semana com o objetivo de combater o governista Rodrigo Maia (DEM-RJ). Atual presidente-tampão, o fluminense tentará a “reeleição” — embora ainda negue — com o apoio da gestão Michel Temer (PMDB). Contudo, precisa do “aval” do Supremo Tribunal Federal (STF), pois o regimento da Câmara o impede de disputar.

Em entrevista por telefone ao Jornal Opção, Heuler Cruvinel explicou que o partido ainda não tomou uma decisão de como se posicionará na eleição, que será realizada no primeiro dia de fevereiro. Segundo ele, as negociações só vão avançar a partir do dia 20, quando ele e Peixoto retornam à capital federal. “Estamos esperando, pois eu, particularmente, tenho um excelente relacionamento com os dois candidatos e espero que os dois possam chegar a um consenso e caminhar juntos”, argumentou.

A expectativa de união de Rosso e Jovair não é exclusiva dos goianos, nos corredores do Congresso, aliados e opositores avaliam que, desunido, o Centrão caminha para uma derrota. Rodrigo Maia, que terá o apoio do PMDB, PSDB e até da esquerda, é considerado favorito.

No entanto, se houver união do “baixo clero” (parlamentares que não participam das decisões e têm menor poder de influência junto ao Planalto) em torno de um candidato, alguns acreditam que poderia haver uma surpresa e a eleição batida já no primeiro turno — como aconteceu em 2015, quando o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi eleito, derrotando o candidato da então presidente Dilma Rousseff (PT).

“Pode haver um acordo sim, vamos tentar construir uma candidatura única e forte. É fato que os dois [Jovair e Rosso] disputam a mesma fatia do eleitorado”, completou Heuler Cruvinel.

2016 foi ontem 

Vale lembrar que, no ano passado, Thiago Peixoto foi um dos maiores incentivadores da candidatura de Rogério Rosso e, inclusive, chegou a sugerir ao colega de partido que fizesse uma consulta à procuradoria da Casa sobre a possibilidade, ou não, de Rodrigo Maia concorrer a reeleição.

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