Pronunciamento de Dilma sobre ajustes econômicos gera protestos em Goiânia

Na noite de domingo (8/3), a presidente defendeu medidas econômicas que estão sendo adotadas. Moradores da capital goianiense fizeram “panelaço” durante transmissão

A presidente Dilma Rousseff (PT) defendeu na noite do último domingo (8/3), as medidas econômicas que estão sendo adotadas pelo governo, garantindo que a finalidade é fazer o País voltar a crescer.

Em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, Dilma disse que o governo absorveu, até o ano passado, todos os efeitos negativos da crise econômica internacional, lançando mão do orçamento para proteger o progresso, o emprego e a renda das pessoas. De acordo com a petista, não havia como prever que a crise mundial duraria tanto tempo.

Dilma destacou que as correções e os ajustes na economia, mesmo que signifiquem alguns sacrifícios temporários para todos e críticas injustas e desmesuradas ao governo, são a forma de dividir a carga negativa com os setores da sociedade. “São medidas para sanear as nossas contas e, assim, dar continuidade ao processo de crescimento com distribuição de renda, de modo mais seguro, mais rápido e mais sustentável”.

De acordo com a líder brasileira, tais correções são realizadas conforme a resistência de cada cidadão. “As medidas estão sendo aplicadas de forma que as pessoas, as empresas e a economia as suportem. […] Este processo vai durar o tempo que for necessário para reequilibrar a nossa economia. […] Mais importante, no entanto, do que a duração dessas medidas, será a longa duração dos seus resultados e dos seus benefícios.”

Dilma lembrou que as medidas incluíram o corte de gastos do governo, a revisão de certas distorções em alguns benefícios e a redução, parcial, de subsídios de créditos e desonerações nos impostos, “dentro de limites suportáveis pelo setor produtivo”.

Em seu pronunciamento, a presidente frisou a importância da participação da população em todo o processo de retomar o crescimento do país. “Você tem todo direito de se irritar e de se preocupar. Mas lhe peço paciência e compreensão porque esta situação é passageira”, garantiu.

Apesar das medidas, o governo diz que vai manter e melhorar os programas de infraestrutura. “Nossas rodovias e ferrovias, nossos portos e aeroportos continuarão sendo melhorados e ampliados. Para isso, vamos fazer, ainda este ano, novas concessões e firmar novas parcerias com o setor privado”, disse.

Dilma destacou ainda o fortalecimento moral e ético do País, com a prática da justiça social em favor dos mais pobres e a justiça contra os corruptos. “É isso, por exemplo, que vem acontecendo na apuração ampla, livre e rigorosa nos episódios lamentáveis contra a Petrobras”, disse.

Apesar do pedido de paciência da presidente à população, em Goiânia — e também em outras cidades do Brasil — houve protesto durante a transmissão do pronunciamento.

Veja vídeo do “panelaço” gravado por um goianiense:

Íntegra do pronunciamento da presidenta:

* Com informações da Agência Brasil

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Pedro Antônio

Quem protestou é daquele tipo que nunca pegou numa panela na vida, mora no Bueno, e depois do “protesto” deixou a panela pra empregada lavar hoje cedo…

Epaminondas

Pois como se sabe, gente rica não tem direito a protestar. É esta a espécie de “justiça social” que pregam: Não é exatamente sobre dar oportunidades pra quem nunca teve, é torcer para que ricos se lasquem. Cada vez que eu vejo alguém dizendo alguma variação do “classe média sofre”, eu só posso me penalizar pela inveja que o coitado sente e se engana dizendo que é na verdade, engajamento político. Mas pelo menos, o intento deles está a cada dia do mandato da Dilma mais próximo: Um país sem ricos. Seremos todos iguais na miséria. Exceto, claro, se você… Leia mais

Epaminondas

Dilma não tem mais sustentação no poder. Vai conseguir continuar se der um golpe. Pena que teve aquela coisa de “comissão da verdade”, então não esperemos que os militares morram de amores por ela.

Zé Miguel

E o “coxinhaço” repercute !!!