Projetos de emendas à reforma administrativa da oposição contrariam o Paço

Texto proposto pelo prefeito Paulo Garcia deve sofrer alterações em pontos polêmicos. As diferenças serão votadas na CCJ na manhã de quarta-feira (20)

Vereadores Dra. Cristina (PSDB) e Elias Vaz (PSB): emendas desagradam prefeitura | Fotos: Câmara Municipal

Vereadores Dra. Cristina (PSDB) e Elias Vaz (PSB): emendas desagradam prefeitura | Fotos: Câmara Municipal

Projetos de emendas complementares que contrariam o Paço Municipal devem travar a apreciação da reforma político-administrativa da Prefeitura de Goiânia na Câmara de Vereadores. Está prevista para as 8 horas de quarta-feira (20/5) a reunião ordinária da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) que vai votar relatório final matéria, emitido pela relatora Dra. Cristina Lopes (PSDB).

Entre os pontos conflituosos estão o corte de todas as secretarias extraordinárias do Poder Executivo, a suspensão de pagamentos de gratificações — como o jeton que, só em abril, somou mais de R$ 157 mil — e o estabelecimento de número limite para admissão de até três policiais militares para o Gabinete Militar.

Além disso, compõe a lista de emendas o pedido de demissão de dez dos 16 servidores da extinta Companhia de Processamento de Dados de Goiânia (a Comdata, extinta há 11 anos), a manutenção do Fundo Municipal do Meio Ambiente e a providência para que cargos de diretores de unidades de saúde da capital sejam ocupados apenas por servidores efetivos com curso superior.

“São questões que podemos avançar, por isso queremos propor as alterações. Esperamos que haja sensibilidade por parte dos vereadores [da base aliada] nesses e em outros aspectos que beneficiam os servidores. Assim, reduzimos os gastos e mantemos prestação de serviço de qualidade”, avaliou Elias Vaz (PSB), presidente da CCJ.

Segundo ele, as emendas apresentadas facilitam a aprovação do texto na comissão, mas desde que o Paço Municipal se mostre flexível. “Estamos propondo o limite de três oficiais da Polícia Militar, já que recebem gratificação de 50%, assim também é possível economizar, ao contrário do que seria com 20. A despesa seria muito alta e entra em contradição com o princípio de economia que estamos propondo”, disse o presidente.

O relatório apresentado por Dra. Cristina contém emendas substitutivas no corpo do texto e aditivas, que podem ser votadas em destaque. Após análise da CCJ, a redação segue para a primeira votação em plenário, obedecendo prazo mínimo de 24 horas.

Além do presidente do colegiado, compõem a CCJ os também oposicionistas ao prefeito Paulo Garcia (PT) Djalma Araújo (SD), Cristina Lopes (PSDB) e Paulo da Farmácia (Pros) — do Bloco Moderado, que vota independente da prefeitura. Cida Garcêz (SD), Edson Automóveis (PMN) e Paulo Borges (PMDB) são da base.

Com esse panorama, é possível que haja empate. Caso ocorra, Elias Vaz irá dar o voto de minerva.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.