Projeto prevê aumento nas taxas para realização de eventos e jogos de futebol em Goiânia

Proposta será discutida na Câmara Municipal nesta terça-feira (18). Entenda

Estádio Olímpico de Goiânia | Fotos: Mantovani Fernandes

A Câmara Municipal realiza na manhã desta terça-feira (18/9) uma reunião para discutir o projeto de lei da Prefeitura que institui um novo código tributário e define taxas relativas à realização de jogos na capital.

O texto determina que partidas de futebol e shows artísticos nos estádios Serra Dourada, Olímpico, Antônio Accioly, Onésio Brasileiro Alvarenga, Hailé Pinheiro, Goiânia Arena, Ginásio Rio Vermelho e outros locais similares, só possam acontecer mediante o pagamento taxas de acordo com o público presente.

Os valores estabelecidos são de R$7,5 mil para jogos de futebol com público até 20 mil pessoas, R$10 mil para público de 20 mil a 30 mil pessoas e de R$12,5 mil para público acima de 30 mil pessoas.

Sabrina Garcêz (PTB) e os vereadores licenciados Elias Vaz (PSB) e Vinicius Cirqueira (PROS) convidaram para a discussão dirigentes do Goiás, do Vila Nova, do Atlético e do Goiânia. Elias é conselheiro do Atlético e Vinicius do Vila.

A ideia é viabilizar a retirada da taxa do projeto enviado pela prefeitura. “O que precisamos ter em mente é que, apesar de ter uma estrutura privada, um time de futebol não tem dono, tem um caráter público”, afirma Elias Vaz.

Para Vinicius, a mudança é absurda e desestimula ainda mais a prática esportiva no município. “O atual código já impõe cobranças muito altas, aumentando o preço dos ingressos e afastando o público dos estádios. Essa proposta vai na contramão do objetivo de integração que o esporte possui. Em vez de taxar os clubes, o que deveria haver é mais incentivo, e não apenas para o futebol, mas para todos os esportes”, explica.

Segundo a prefeitura, todo evento precisa ter autorização condicionada ao pagamento da taxa. “Acreditamos na importância de retirar esse artigo da lei. Tem jogo que tem tão poucos torcedores que dá um valor igual ou até menor que o da taxa. Essa cobrança inviabiliza a realização de alguns jogos e dificulta a situação dos clubes”, explica Elias.

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