Projeto goiano que realiza ações de bordado a presidiários recebe premiação nacional

O Projeto Cabocla foi um dos seis vencedores de prêmio oferecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)

Cartaz do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade

Cartaz do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade

Um projeto goiano receberá o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e que reconhece iniciativas de preservação, valorização e salvaguarda do patrimônio cultural brasileiro. O evento, a ser realizado no Clube do Choro, em Brasília (DF), na noite desta terça-feira (4/10), agraciará os representantes das seis ações vencedoras – de um total de 121 inscritas -, dentre elas, o Projeto Cabocla – Bordando Cidadania, da goiana Milena Curado.

Os vencedores receberão o valor de R$ 25 mil e são dos estados do Ceará, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraíba e Rio de Janeiro. Eles foram selecionados em agosto, pela Comissão Nacional de Avaliação, composta por 16 jurados, que levaram em consideração a relevância e excelência de cada projeto. O prêmio, que chega a 27ª edição em 2014, foi criado pelo Iphan no ano de 1987, em homenagem ao primeiro presidente do Instituto, Rodrigo Melo Franco de Andrade. O objetivo é reconhecer iniciativas, desenvolvidas por pessoas e instituições públicas ou privadas que mantêm vivo o patrimônio e suas mais diversas formas de expressão.

Esta edição relembra, ainda, o centenário da arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi, responsável por inovações estéticas na arquitetura nacional. Ela participou ativamente da produção cultural do País, ao lado de nomes como Lúcio Costa, Oscar Niemeyer, Athos Bulcão, Burle Marx, Portinari, o escultor Landucci e outros.

Além disso, projetou espaços culturais importantes, como a sede do Museu de Arte de São Paulo (Masp); o Teatro Oficina de São Paulo; o Museu de Arte Moderna da Bahia; e a Casa de Cultura, em Recife. Sua própria residência, conhecida como Casa de Vidro, foi tombada pelo Iphan em 2007.

A ação

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O Projeto Cabocla foi proposto por Milena Curado e trata da realização de oficinas de bordado aos presidiários de Goiás. Assim, além da valorização dos antigos costumes das bordadeiras, eles ainda têm a oportunidade de “tecer novas histórias”. O projeto foi um dos cinco goianos avaliados em 2014.

Antes de chegar à Comissão Nacional, eles passaram por uma seleção regional composta pelo professor e doutor em Letras Wolney Unes, a historiadora Noêmia Fonseca, a museóloga Tânia Mendonça e a designer especializada em cultura visual, Genilda Alexandria.

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