Projeto de reestruturação da UEG prevê economia de R$ 1,2 milhão por ano

Texto que chegou na Assembleia Legislativa propõe maior controle de gastos e valorização do corpo docente, mantendo as 41 unidades universitárias

Foto: Eduardo Pinheiro/Jornal Opção

O governador Ronaldo Caiado (DEM) enviou para a Assembleia Legislativa de Goiás um projeto de lei que prevê a reestruturação da Universidade Estadual de Goiás (UEG). O texto propõe uma organização administrativa com corte de gastos e desburocratização.

De acordo com a justificativa da proposta, as mudanças não afetarão o funcionamento de nenhum braço da universidade e devem gerar economia de mais de R$ R$ 1,2 milhão por ano.

Reitor interino da UEG, Rafael Borges explica que o pacote de mudanças tem como principal objetivo corrigir erros cometidos pelas gestões anteriores. Um deles, e o mais oneroso, é a quantidade de cargos em comissão com alta remuneração que foram se acumulando na administração central da universidade. “Estamos propondo reduzir valores e até extinguir cargos do alto escalão”, resumiu. Como exemplo, citou o corte de cargo com salário de R$ 14 mil.

O projeto aglutina as denominações de campus e unidades universitárias, mas ressalta que não extingue nenhuma das 41 unidades da UEG. Tal medida visa organizar a estrutura e uniformizar remuneração de seus gestores. Ainda no campo administrativo, há a previsão de extinção ou fusão de gerências. “Toda essa reestruturação vai melhorar o desempenho da gestão”, garantiu o reitor.

O pacote de mudanças pretende ainda legalizar a atuação dos Conselhos que compõem a UEG e recriar o Conselho de Gestão da Universidade. O órgão atua no controle os gastos e aplicação financeira e será composto por servidores ligados à instituição, sendo que o desempenho das atividades não é remunerado. O reitor avalia que essa fiscalização “melhora a transparência e zela pela saúde financeira da universidade”.

Rafael explica que pretende aumentar a remuneração das Funções Comissionadas de Apoio ao Ensino Superior (FCAES), que é destinada a professores efetivos lotados na UEG. Tal benefício será aplicado aos docentes com titulações mínimas exigidas para cada função, uma forma de valorizar o corpo docente.

Segundo Rafael Borges, caso seja aprovado integralmente, a reestruturação vai permitir que a UEG tenha mais condições de investir em melhorias. É o caso, por exemplo, do aumento das FCAES. “Com o corpo docente mais valorizado, a instituição passa a prestar um serviço melhor ao estudante”. Já o recurso a ser economizado por ano, de R$ 1,2 milhão, pode ser aplicado na criação de bolsas de estudo de pesquisa e de permanência para alunos de baixa renda e na infraestrutura universitária.

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Juliana

Se quisessem mesmo valorizar o corpo docente nos dariam as nossas progressões por titulação.