Segundo Governador, até mesmo a retomada de obras paradas está condicionada às condições do Estado contrair empréstimos

Foto: Francisco Costa / Jornal Opção

Em coletiva, após a prestação de contas dos dados de 2018, pelo secretário de Administração Pedro Sales e o Controlador Geral do Estado, Henrique Ziller, o governador Ronaldo Caiado (DEM) afirmou que Goiás é um Estado com “CPF cassado”.

“Ele não pode tomar nenhum empréstimo, não pode amanhã ter uma previsão antes que realmente assine um termo junto ao Governo Federal”. Segundo o governador, o programa de recuperação não será a salvação e o Estado precisará fazer cortes.

“Esse projeto nos limita enormemente em termo de gastos. Isso é um projeto e um plano que virá para que a gente possa socorrer situações, mas que são emergenciais na área da Saúde, Educação, Segurança Pública e salários atrasados. Mas não é algo que venha resolver o problema das obras no Estado e nem que dará a Goiás espaço fiscal para reinvestir imediatamente. Isso terá que ser produzido também por nós, fazendo cortes substantivos, avançando em muitas empresas do Estado que deverão ser trabalhadas para serem amanhã também colocadas à venda”, elucidou.

Segundo Caiado, não existe fórmula milagrosa de um empréstimo que resolverá tudo. “Até porque nós já ultrapassamos aí uma dívida de mais de R$ 6 bilhões. A retomada de obras tem data condicionada ao momento em que a gente tiver condições de contrair empréstimos. Hoje eu não posso nem apresentar proposta”, explicou o governador sobre as obras paradas pelo Estado.