Reconhecimento de paternidade muda a história de bebê e garante novo começo para família
07 agosto 2026 às 15h03

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O primeiro Dia dos Pais da pequena Allyce Moreira com a paternidade oficialmente reconhecida simboliza o início de uma nova história para toda a família. Aos 10 meses de vida, a menina conquistou um direito fundamental por meio do programa Meu Pai Tem Nome, da Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO), que garantiu gratuitamente o exame de DNA e a regularização do registro civil.
Filha de Taís do Nascimento Batista Moreira, de 26 anos, e Wéverton dos Santos Gomes, de 30, Allyce nasceu de um breve relacionamento entre dois amigos que se conhecem desde a juventude. Sem condições financeiras para custear um exame de DNA e dar início ao processo judicial, os dois recorreram à Defensoria Pública em busca de orientação.
Foi durante o atendimento que Taís conheceu o programa Meu Pai Tem Nome. Em poucos dias, a coleta do material genético foi realizada gratuitamente e, pouco mais de uma semana depois, o resultado positivo permitiu que o reconhecimento da paternidade fosse formalizado durante a edição de 2026 da iniciativa, realizada em 1º de agosto.
“A partir daqui agora começa um novo futuro”, resumiu Wéverton após o reconhecimento oficial.
Mais do que incluir o nome do pai na certidão de nascimento, o atendimento proporcionou uma solução completa para a família. Em uma sessão de mediação conduzida pela Defensoria Pública, os pais chegaram a um acordo consensual sobre guarda, convivência e pensão alimentícia, estabelecendo regras para que a participação paterna faça parte da rotina da criança.
Para Taís, a iniciativa representa a oportunidade de garantir direitos que muitas famílias não conseguem acessar por limitações financeiras.
“Nem sempre temos dinheiro para fazer um DNA, pagar um advogado e acessar a Justiça. O programa ajuda quem não tem condições financeiras e deseja um acordo rápido. Assim, não só tira a mãe do sufoco, mas permite olhar para a criança e reconhecer a paternidade para que ela tenha contato com o pai e convívio com a família”, afirmou.
Mais do que um registro, um recomeço
Segundo a defensora pública Ana Paula Vico Ramos, titular da 1ª Defensoria Pública Especializada de Infância e Juventude de Luziânia, o objetivo do programa vai além da formalização do vínculo biológico.
“A Defensoria funcionou como um canal facilitador para o reconhecimento da paternidade, mas também para outras questões relacionadas à convivência em um espaço acolhedor”, destacou.
Ao sair da Defensoria, a família levou muito mais do que uma nova certidão de nascimento. Saiu com a definição dos direitos e deveres de cada um e com a possibilidade de construir uma relação baseada no cuidado e na responsabilidade compartilhada.
“Quero cumprir o meu papel de pai. Mesmo que eu não esteja com a mãe, quero estar com a minha filha, acompanhar o seu crescimento e compartilhar momentos, para que ela tenha certeza de que tem um pai”, afirmou Wéverton.
Em um país onde milhares de crianças ainda aguardam o reconhecimento da paternidade, histórias como a de Allyce mostram que o acesso gratuito à Justiça pode representar muito mais do que um documento oficial: pode significar o início de um novo futuro para toda a família.
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