Professor é demitido após colocar questão sobre quem seria pior: nazistas ou judeus

A diretoria do colégio afirmou que o professor anulou a questão e afirmou, via e-mail, que a ação é “extremamente inadequada”. A escola deve realizar palestras sobre o assunto para reverter a situação

A Federação Israelita do Rio de Janeiro (Fierj) deve entrar com ação criminal contra o professor |Foto: Divulgação

A Federação Israelita do Rio de Janeiro (Fierj) deve entrar com ação criminal contra o professor |Foto: Divulgação

Um professor do Colégio Andrews, no Rio de Janeiro, foi demitido nesta última quinta-feira (11/9) após colocar em uma prova de geografia uma questão que comparava judeus com nazistas. O homem lecionava para alunos do 8ºano do Ensino Médio.

Na questão, o professor coloca que: “conforme é sabido, os judeus foram perseguidos por Hitler durante o nazismo. Atualmente um determinado povo é tido como vítima dos israelenses, tendo que viver em assentamento controlados por Israel”. Além disto, há uma charge que dizia: “chegaram invadindo, tomando terras, assassinando… Quem será pior? Nazistas ou Judeus?”.

A diretoria do colégio afirmou que o professor anulou a questão e afirmou, via e-mail, que a ação é “extremamente inadequada”. “Acima de tudo, queremos reafirmar que este episódio isolado não corresponde nem reflete o sentido pretendido pelo Colégio Andrews em seu Projeto Educativo, sempre voltado para a paz e o bom convívio entre os povos. Assim sendo, apresentamos formalmente a todos o nosso pedido de desculpas”, afirma.

A Federação Israelida do Rio de Janeiro (Fierj) se posicionou sobre o caso afirmando que deve entrar com ação criminal na Justiça contra o professor demitido. Além disto, a Federação deve promover palestras e tentará levar uma exposição de “Crianças no Holocausto” para o Colégio Andrews.

Outro Caso

No Colégio GPI, também no Rio de Janeiro, um simulado voltado para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) tinha uma charge que culpava um soldado israelense por morte de civis na Faixa de Gaza.

As reclamações partiram dos pais dos alunos que também entraram em contato com a Fierj sobre a discriminação. “A questão é tendenciosa e um terrível equívoco. Não vamos tolerar antissemitismo. E, vindo de um professor, isso é ainda mais grave, pois pode induzir os estudantes a se tornarem pessoas preconceituosas”, diz o presidente da Fierj Jayme Salim Salomão.

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stefano666

censura vergonhosa

Henrique

Agora é antissemitismo falar a verdade?