Professor cria armadilha contra uso de IA, flagra alunos e reprova 32 de 35 estudantes nos EUA
27 julho 2026 às 16h42

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Um professor universitário americano viralizou nas redes sociais ao revelar que reprovou 32 de 35 alunos em uma avaliação depois de criar uma “armadilha” para identificar quem havia usado inteligência artificial para fazer a atividade.
O historiador Dr. Jason Gibson, professor da Alcorn State University, no Mississippi (EUA), explicou que as turmas tinham de escrever uma redação sobre a Revolução Industrial. Entretanto, no enunciado formulado por ele e enviado online, havia uma frase escondida, digitada em letra branca sobre um fundo também branco, com a seguinte instrução: a palavra “Madagascar” deveria aparecer em algum trecho do texto, em um contexto completamente sem sentido.
Quem realizasse apenas a leitura do comando na tela não teria como enxergar essa frase. Já quem copiasse o enunciado inteiro e o colasse no ChatGPT, por exemplo, acabaria levando junto a frase oculta sobre Madagascar. Com isso, diversas orações sem sentido apareceram nas redações.
“Ficou mais do que evidente que os alunos nem voltaram para reler as respostas”, disse Gibson, no TikTok.

Depois da correção das provas, o professor universitário publicou um comunicado aos estudantes explicando por que reprovou a maior parte deles naquela avaliação.
“Inclusive, enviei uma captura de tela destacando o texto em branco e disse: ‘Olha, isso só acontece se vocês copiarem e colarem o enunciado inteiro e depois copiarem e colarem a resposta de volta, sem checar'”, afirmou o professor.
O profissional abriu a oportunidade para que os estudantes contestassem a nota caso considerassem a avaliação injusta. Do total de reprovados, apenas dois entraram em contato, e um deles conseguiu reverter a reprovação. Ele explicou que utilizava o modo escuro na tela e, portanto, havia enxergado a frase em letra branca.
O professor afirma que reprovar os alunos não era o seu objetivo. Nos posts publicados no TikTok, ele também faz uma reflexão sobre como lidar com a IA na universidade.
“Quando o assunto é IA, a realidade é que ela ainda não faz parte da educação há tempo suficiente para que possamos realizar pesquisas e chegar a conclusões sólidas. Vocês não sabem quais são as melhores práticas para lidar com IA no ensino. Eu também não sei. Estamos todos tentando inovar, implementar soluções e, ao mesmo tempo, preservar algum nível de integridade acadêmica”, afirma.
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