Procon fiscaliza farmácias da capital por aumento abusivo em medicamentos para tratamento da Covid-19

Pacientes denunciam que orçamento para aviar receita completa do tratamento chega a custar R$1,3 mil

Foto: Divulgação Procon-GO

O Procon Goiás realizou, na manhã desta quarta-feira, 8, fiscalização em quatro drogarias na região central de Goiânia, nos setores Oeste e Aeroporto, para investigar suposta prática abusiva nos preços de medicamentos utilizados no tratamento da Covid-19, o chamado “kit Covid”.

A procura de medicamentos como hidroxicloroquina, azitromicina, ivermectina e a vitamina C + Zinco teve grande aumento durante a pandemia, levando até ao desabastecimento em alguns casos.

Diante da dificuldade de encontrar os remédios prescritos por médicos para tratamento do coronavírus, alguns pacientes têm se deparado com aumento substancial nos preços dos medicamentos.

Uma paciente, que testou positivo para o coronavírus e preferiu não se identificar, relatou ao Jornal Opção que fez vários orçamentos para adquirir os medicamentos necessários e o custo chegou a R$1,3 mil.

“Em algumas farmácias, a diferença de valor entre os medicamentos supera R$ 50,00. A Ivermectina que antes custava R$4 reais, hoje está R$58. A Cloroquina, que era encontrada por R$ 16 reais, hoje custa R$305”, desabafa.

Durante a visita nos estabelecimentos, os fiscais solicitaram as notas fiscais de compra e venda de janeiro até julho para que seja realizado o cruzamento da documentação e comparação de preços.

Os estabelecimentos têm prazo de 10 dias para apresentar a documentação. Desta forma, será possível apurar a margem de lucro no comércio para saber se há alguma irregularidade.

Por meio de nota, o Procon Goiás acrescenta que repudia a prática de automedicação e o uso de medicamentos para a suposta prevenção e tratamento da Covid-19 que ainda não tenham comprovação científica.
A ação fiscal se estenderá ao longo dos próximos dias, com diligências em distribuidoras e fabricantes de remédios.

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