Problema das rodovias será praticamente solucionado até o final do ano, diz Marconi

Governador afirmou em entrevista a rádios do Sul goiano que 80% das GOs estão em bom estado de conservação e que existem hoje 2 mil quilômetros que precisam de ser reconstruídos

| Foto: Eduardo Ferreira

Governador Marconi Perillo voltou a pedir a “confiança” do povo goiano para implantar OSs na Educação | Foto: Eduardo Ferreira

 

Em entrevista a rádios do Sul goiano na manhã desta quinta-feira (17/3), o governador Marconi Perillo (PSDB), falou, no Palácio das Esmeraldas, em Goiânia, sobre questões que envolvem o Estado, como as obras nas rodovias goianas, que segundo ele, estão “muito bem encaminhadas”. O tucano pediu a “confiança” do povo de Goiás para resolver o problema da Saúde e agora quer o mesmo voto de credibilidade para implantar Organizações Sociais (OSs) na Educação.

“Nós autorizamos 212 milhões de reais para manutenção e conserva dos 21 mil quilômetros de rodovias pavimentadas e não pavimentadas. À exceção de 1 mil  e 100 quilômetros que precisam ser reconstruídos, nós estamos entrando em todas as outras rodovias”, disse o tucano.

Mas o governador alertou: “É claro que a gente não consegue entrar em todas de uma vez, mas nós estamos pagando regularmente as empresas e a ordem é que elas entrem em todos os trechos onde haja necessidade de roçagem das laterais, de tapa-buraco ou de reconstrução de trechos, bueiros, enfim”.

O programa de manutenção, de acordo com Marconi, é um programa que vai “melhorar demais a situação”. “Agora, têm alguns trechos que, como já disse, não adianta remendo. É preciso fazer de novo. Nós já estamos nos preparando para começar logo isso. Nós temos hoje 80% de rodovias em bom estado de conservação. Mil quilômetros em Estado ruim. E mil quilômetros em estado precário.”

De acordo com o peessedebista, os 2 mil quilômetros citados por ele na entrevista já estão licitados e estão no pacote do Rodovida Construção 3. “Nós tínhamos feito já o Rodovida 1 e 2 que significou em 5 mil quilômetros reconstruídos. Não tivemos recurso ano passado para fazer o Rodovida 3. Mas teremos os recursos agora no ano de 2016”, afirmou.

Segundo Marconi, assim que os recursos estiverem disponíveis o Estado dará a ordem de serviço para as empresas entrarem nos trechos ruins e “resolverem definitivamente o problema”. “Mas essas estradas não dependem mais de tapa-buraco. Muitas delas precisam arrancar o asfalto velho e fazer de novo. Não vou autorizar nada antes de ter o dinheiro.”

 

“Eu dou a garantia que nós estamos trabalhando as rodovias do Estado com manutenção. Começamos agora em fevereiro. E ele vai surtir efeito. Eu espero que no ano que vem nesse período não haja necessidade de nenhum tipo de colaboração. Mas este ano toda recuperação que vier é bem-vinda.”

Sobre o estado das rodovias no trecho Caldas Novas a Pires do Rio e Ipameri, Marconi afirmou que reconhece a situação precárias das pistas. “Estamos viabilizando o dinheiro para ir lá, arrancar o asfalto velho e fazer outro. Lá não tem jeito de tapar buraco. Nós vamos fazer outro e fazer bem feito. A mesma coisa em relação à duplicação”, explicou.

“Viabilizando os recursos agora, em no máximo 60 dias, quando nós dermos a ordem de serviço, vamos atacar pra valer as obras de duplicação Morrinhos-Caldas Novas”, completou o governador.

O governador comentou o trabalho voltado para o turismo no Rio Paranaíba realizado pelo presidente da Agência Goiana de Turismo (Goiás Turismo), Leandro Garcia, durante entrevista às rádios. “Esse arranjo que está sendo feito nessa região vai ser reproduzido na outras. É um modelo, um conceito, que tem por objetivo fomentar o turismo nos destinos turísticos do Estado e, principalmente, atração do turismo para Goiás, a promoção do turismo goiano.”

Organizações Sociais

“Olha, eu pedi o voto de confiança para mudar os hospitais estaduais e eles mudaram da água para o vinho. Hoje os nossos hospitais são referência para o País, inclusive melhores que muitos hospitais privados. Eu estou pedindo um voto de confiança para mudar a Educação, começando por algumas cidades, primeiramente Anápolis.”

O tucano declarou ter “certeza” de que o Estado também vai mudar a Educação. “E estamos mudando a Segurança Pública com a chefia do vice-governador (José Eliton-PSDB) na pasta. Nós mudamos os comandos, estamos trabalhando duro contra a bandidagem, a criminalidade, e eu tenho certeza que na Segurança o resultado já começa a ser visto e será muito positivo também. E quem estiver apostando no insucesso do nosso governo vai cair do cavalo”, afirmou.

Sobre as taxas do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), é um assunto técnico a ser tratado com o órgão. “Eu isentei, muitos anos atrás, o pagamento de IPVA no primeiro ano da compra do veículo. E também reduzi para 50% o valor para motos de 125 cilindradas e veículos de mil cilindradas. Essa política foi instalada por mim em governos anteriores e continuou.”

De acordo com Marconi, a participação dos prefeitos é fundamental no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor dos vírus da dengue, zika, chikungunya e febre amarela. “Nós começamos em janeiro as visitas aos domicílios, envolvendo uma força-tarefa com 20 mil colaboradores, entre bombeiros, policiais, agentes de saúde e voluntários.”

“A cada 30 segundos nossa central de inteligência é atualizada com os dados que vão chegando pelo computados das residências que são visitadas. Em janeiro, para vocês terem uma ideia, foram visitados 1 milhão, trezentos e poucos mil domicílios em Goiás. Em fevereiro, 1,6 milhão de domicílios foram visitados.”

Segundo o tucano, os números chegarão a cerca de 1,6 milhões de domicílios visitados em Goiás em março. “Em janeiro, nós tínhamos 4% de domicílios infestados, com depósitos de larvas e de mosquito no Estado. Em fevereiro, esse número caiu para 2,1% e em março esse número está caindo para 1,4%. Nós queremos que em abril a gente chegue a menos de 1% de domicílios com depósitos do Aedes”, explicou.

Heineken

“Quanto à Heineken, é uma grande conquista para a Região Sul. Ela vai gerar empregos para toda a Região Sul e, principalmente, para Itumbiara. Foi uma negociação longa que fizemos, em dois anos. Fui à Holanda e finalmente trouxemos a fábrica. Ela vai acontecer e vai ser uma grande geradora de oportunidades.” Marconi informou que irá a Itumbiara participar do lançamento quando tudo estiver pronto.

Sobre o Instituto Médico Legal em Itumbiara (IML), Marconi disse que já determinou ao secretário de Segurança Pública José Eliton que priorize a conclusão dessa obra. “Infelizmente em alguns casos há contratempos. Lamentavelmente, temos algumas obras que são verdadeiras cabeças de burro enterradas. Estamos trabalhando para desenterrá-las.”

Ao falar sobre Goiatuba, Marconi declarou: “Asfaltei a rodovia que liga Goiatuba a Panamá. Há dez anos reconstruí o trecho para Vicentinópolis, e vou fazer de novo. Nós fizemos o trecho que vai até a BR-060.”

Segundo o governador, ele tem ajudado muito Goiatuba na área de educação, lembrou da instalação do Vapt Vupt, Corpo de Bombeiros, convênios, Escola Militar e asfalto em bairros da cidade. “É claro que quando a gente tem um prefeito que trabalha mais próximo, que é mais parceiro, facilita mais. Isso é verdade. E eu posso dizer que não tenho tido dificuldade de trabalhar com Goiatuba.”

Saúde

Marconi começa a falar sobre saúde na entrevista com críticas à União. “A verdade é que o Governo Federal diminuiu expressivamente os recursos para o SUS. Hospitais privados ou filantrópicos ou mesmo públicos têm tido muitas dificuldades porque o governo federal paga muito mal as consultas, os leitos de UTIs e as internações.”

De acordo com o governador, para ajudar os hospitais que não são de responsabilidade do Estado, o governo estadual tem firmado convênios com “alguns hospitais tentando ajudá-los com alguma parcela de recursos”. “Como essa crise econômica nacional é terrível, todos os Estados fizeram redução de receitas, o que não foi diferente em relação a Goiás. Só em fevereiro a receita de ICMS do Estado caiu mais de R$ 130 milhões, porque as pessoas estão perdendo os seus empregos e comprando menos”, observou.

“O dinheiro está curto e a arrecadação de impostos caiu. Eu pedi à secretária da Fazenda, Ana Carla Abrão, para receber hoje as lideranças de Itumbiara, os deputados e o prefeito Chico Balla (PTB) para buscarem uma solução em relação ao convênio dos hospitais com o Estado. É importante registrar que nós temos um convênio que foi feito no ano passado e ele será pago.”

Sobre o pagamento do convênio, Marconi informou que “quando for pago, o Estado não terá mais compromisso”. “Aí a população tem que cobrar de quem é de direito, do SUS, do governo federal que é quem tem a responsabilidade com esses hospitais. Em hipótese alguma nós poderemos renovar esses convênios.”

E continuou: “Depois as pessoas não conseguem resolver esse problema e querem jogar a culpa no governo do Estado. Essa responsabilidade é privada e federal. Não dá pra gente querer ajudar e depois ficar com a culpa”.

Em relação aos hospitais administrados pelo Estado, o tucano disse que esse tipo de problema não acontece em Goiânia e em outras partes do Estado. “São grandes hospitais de Urgências. Em relação a isso nós estamos com hospitais de altíssimo nível”, encerrou Marconi. (Com informações do Gabinete de Imprensa)

 

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