Prisão preventiva de Sara Winter é prorrogada pelo STF

Decisão do ministro Alexandre de Moraes estendeu reclusão por mais cinco dias. Militante considerada extremista está no presídio feminino do DF

Por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, a ativista Sara Fernanda Geromini, conhecida como Sara Winter, seguirá em prisão preventiva por pelo menos mais cinco dias. Custodiada no presídio feminino do Distrito Federal desde o início da semana, a militante bolsonarista é indicada como líder de ataques à Suprema Corte.

Na segunda-feira, 15, Sara foi presa pela Polícia Federal (PF) por determinação do ministro e a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) na investigação que apura ataques a instituições, como pedidos de intervenção militar e o fechamento do Congresso e do Supremo. 

A ativista já foi denunciada pela Procuradoria da República no Distrito Federal pelos crimes de injúria e ameaça ao ministro. A denúncia foi enviada à 15ª Vara Federal de Brasília. Na quinta-feira, 18, a ministra Cármen Lúcia negou pedido de habeas corpus para a militante considerada extremista.

A defesa alega que houve abuso de poder e ilegalidade na decretação da prisão. Para os advogados, Sara é vítima de perseguição política. 

“Se pessoas condenadas por tráfico de drogas podem ser beneficiadas por HC [habeas corpus] para ficarem em prisão domiciliar com seus filhos menores, qual o motivo a ora paciente deverá, duplamente, permanecer encarcerada, se não cometeu crime algum, não é condenada, não é autoridade com foro de prerrogativa, e possui um filho de 5 anos de idade?”, questionou a defesa no STF. (Com informações de Agência Brasil)

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