Pressionado, PSDB se reúne nesta segunda (10) para avaliar aliança com PMDB

Permanência ou não na base aliada de Michel Temer divide tucanos, mas maioria dos congressistas é a favor da debandada

A cúpula do PSDB deve voltar a se reunir ainda nesta segunda-feira (10/7)  para deliberar sobre permanência ou debandada da base aliada do governo Temer. A reunião, marcada para as 19h30 no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, deve contar com a presença das principais lideranças do partido, inclusive todos os governadores de estado.

Nos últimos dias, têm crescido dentro do partido o movimento de desligamento dos tucanos com o governo, especialmente após declarações de importantes lideranças, como o próprio presidente interino do partido, senador Tasso Jereissati (CE), que elogiou uma possível ascensão de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à presidência da República, e do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que no último domingo (9) disse que o partido deve desembarcar após a votação das reformas no Congresso.

Nos bastidores, cresce a tese de que o PSDB pode deixar a base aliada após a votação da reforma trabalhista no Senado, prevista para a próxima terça-feira (11/7).

Vale ressaltar que a maioria dos 46 deputados do partido na Câmara é a favor da debandada. Na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), dos sete parlamentares tucanos, apenas um deve votar contra a admissibilidade da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Michel Temer por corrupção passiva. O relatório do deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ) para o colegiado será lido nesta segunda-feira (10).

O PSDB tem quatro ministros no governo: Aloysio Nunes (Itamaraty), Bruno Araujo (Cidades), Luislinda Valois (Direitos Humanos) e Antonio Imbassahy (Articulação Política) e tem sido o maior aliado do governo Temer desde a interinidade, logo após a abertura do processo de impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff (PT). 

A relação entre o partido e o governo se deteriorou após a divulgação do conteúdo da delação premiada da JBS no âmbito da Lava Jato, que implicaram diretamente Michel Temer em atos já no exercício da presidência.

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