Presos por compra de votos em Silvânia já estavam sendo investigados

Casal foi flagrado pela Polícia Civil e promotores do MPGO quando adesivavam carro de eleitor com propaganda de candidatos a deputados em troca de dinheiro

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O advogado do deputado federal e candidato à reeleição Roberto Balestra (PP), Sebastião Ferreira Leite, afirmou ao Jornal Opção Online nesta sexta-feira (3/10) que a prisão de um casal em uma suposta compra de votos para o pepista e para o candidato a deputado estadual Zé Antônio (PTB) foi “armada por opositores”. O caso ocorreu no município de Silvânia, a 120 km de Goiânia.

O delegado responsável pelo caso, Leonardo Sanches, disse à reportagem que o flagrante foi feito pela Polícia Civil em conjunto com o Ministério Público de Goiás (MPGO). Na sequência, os suspeitos foram presos após o cumprimento de mandado de busca e apreensão emitido pela Justiça Federal da 31ª Zona Eleitoral. “Empreendemos diligências que resultaram nas prisões em flagrante pela prática do crime de compra de votas”, salientou.

O episódio ocorreu na última terça-feira (30/9). De acordo com Polícia Civil, Enila Alves Naves, filha da ex-prefeita da cidade Gilda Naves, também do PP, foi flagrada ao lado de Anderson Gonçalves Teixeira adesivando o veículo de um eleitor com propaganda de cunho eleitoral em troca de R$ 40.

A reportagem entrou em contato Enila Alves Naves, que preferiu não se pronunciar sobre o caso. Por sua vez, o advogado Sebastião Ferreira disse que as campanhas eleitorais de Roberto Balestra sempre foram “corretas e aprovadas pela Justiça Eleitoral”. Se eleito, o pepista vai para o nono mandato na Câmara dos Deputados.

Enila e Anderson foram liberados no mesmo dia após pagamento de fiança de R$ 10 mil. Segundo a Polícia Civil, as investigações estão correndo em segredo de justiça “para lisura do pleito eleitoral e perdurarão até o final das eleições”.

A compra de votos em troca de bem ou vantagem de qualquer natureza é uma prática eleitoral dolosa e ilícita. De acordo com o Artigo 41-A da Lei 9.504/1997, a conduta é punível com multa de até R$ 50 mil, podendo haver cassação do registro ou diploma do candidato.

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Aparecido Bueno

Tem cada desculpa esfarrapada! dizer que a oposição armou o flagrante é demais! A oposição agora tem poder em manipular até a filha da ex-prefeita, é cada uma que aparece!