Presos na Operação SOS Samu devem ser soltos à meia noite deste domingo (26)

Mesmo com pedido do Ministério Público para que prisão temporária fosse prorrogada, 17 envolvidos que ainda estão no Centro de Prisão Provisória serão liberados

Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Prazo da prisão temporária se encerra neste sábado | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Apesar do pedido do Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) para que fossem prorrogadas as prisões temporárias de 17 dos 21 presos da Operação SOS Samu, a Justiça resolveu soltar os envolvidos, detidos na terça-feira (21/6). De acordo com o superintendente de Segurança Penitenciária de Goiás, João Carvalho Junior, a prisão temporária foi de cinco dias e o prazo se encerra à meia-noite deste domingo (26).

Segundo ele, “A permanência dessa prisão depende da reforma da decisão por parte do Tribunal de Justiça, por meio do juiz competente da ação”. “Caso não seja prorrogadas essas prisões temporárias ou até mesmo ser transformada em preventiva, eles serão liberados após esse horário”, completou.

Conforme noticiado pelo Jornal Opção, quatro dos presos, incluindo o médico Waler José Reis, foram soltos ainda nesta sexta-feira (24) por ordem do juiz substituto Wilson Safatle Faiad. Mais tarde, o juiz substituto Denival Francisco determinou também a soltura dos 17 demais que ainda estavam presos. Eles devem deixar o Centro de Prisão Provisória (CPP) já nas primeiras horas de domingo (26).

Na decisão, o juiz afirma que não há elementos suficientes para que seja mantida prisão preventiva, apesar de o Ministério sustentar o contrário no pedido de prorrogação. “Não se afiguram os requisitos previstos no art. 312 do Código Penal, para qualquer dos investigados”, afirma. “A prisão preventiva assegura meios suficientes para as investidas que se fizerem necessárias, quando presentes os requisitos ali exigidos. Fora deles, tudo não passa ainda de especulações”, conclui ele.

Três dos suspeitos não se apresentaram. A Operação SOS Samu investiga esquema de pagamento de propina a funcionários e diretores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para direcionar pacientes com plano de saúde para hospitais particulares da capital.

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