Presidente do diretório municipal do PT está alheio à polêmica do IPTU e ITU

Deputado Luis Cesar Bueno afirmou que está acompanhando o caso, mas ao mesmo tempo falou não que não tem conhecimento dos fatos

luis cesar bueno

Para o presidente, decisão do PT sobre o projeto é “fechada”. No entanto, bancada do partido na Câmara ficou dividida | Foto: Y. Maheda/Assembleia Legislativa

O presidente do diretório municipal do Partido dos Trabalhadores (PT), o deputado estadual Luis Cesar Bueno, demonstrou nesta sexta-feira (26/9) estar alheio à polêmica envolvendo os vereadores correligionários Tayrone di Martino e Felisberto Tavares. Por duas vezes na semana, eles votaram contra o projeto que modifica as alíquotas do Imposto Predial Territorial e Urbano (IPTU) e o Imposto Territorial e Urbano (ITU) na Câmara de Vereadores de Goiânia, contrariando a indicação do partido.

A resposta foi imediata: o líder do PT na Casa, Carlos Soares, pediu a substituição deles na Comissão Mista, que aprovou por dez votos a favor contra dois a redação nesta manhã. Os dois também tiveram os direitos como parlamentares petistas suspensos no plenário.

Afirmando estar ocupado com a campanha eleitoral para a reeleição na Assembleia Legislativa, o petista avaliou que o posicionamento do partido em relação ao projeto está definido. “Tenho que tomar conhecimento dos fatos. E o partido tem o posicionamento fechado sobre a necessidade de viabilizar uma nova planta de valores e as novas alíquotas para a cidade, que é favorável à prefeitura”, ressaltou.

Segundo a secretária de Organização do PT de Goiânia, Paula Beiro, a punição continua a mesma para a dupla. Eles têm dez dias para fazer defesa por escrito — a contar da data de notificação, 24 — que será encaminhada à Comissão de Ética. “Tudo que fizeram nesse período em que foram punidos pode resultar em uma piora na avaliação da comissão”, explicou.

Um relatório sobre o caso será entregue no prazo de 30 dias. Paula Beiro afirmou que nunca existiu a possibilidade de Tayrone e Felisberto serem expulsos sem a devida análise do caso. Conforme informou à reportagem, isso cabe apenas à Comissão de Ética. O colegiado é composto por cinco integrantes.

Surpresa

A decisão contrária de Tayrone foi a que causou maior surpresa entre os filiados da sigla. Até então considerado aliado do prefeito Paulo Garcia (PT), chegando a ser assessor de imprensa do Paço Municipal, o petista avaliou a possibilidade de sair do PT com as próprias pernas. “Eu vou lutar para que não haja represália, pois não admito qualquer tipo de injustiça”, amenizou o legislador em entrevista ao Jornal Opção Online na última quinta-feira (26).

A justificativa adotada por Tayrone quanto à sua negativa ao projeto é embasada na suposta falta de diálogo dentro do partido. Já Felisberto tem uma dissidência em seu histórico. Em dezembro passado ele votou contra o mesmo projeto, fazendo com que o Paço Municipal perdesse por um voto de diferença.

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