Presidente da CMTC defende redução do transporte coletivo: “as pessoas precisam ficar em casa”

“Quanto mais oferta de transporte coletivo tivermos, mais estaremos falando para a população que ela pode fazer suas viagens sem problema algum”, argumenta Benjamin Kennedy

Foto: Reprodução/RMTC

Foi encaminhado ao presidente da Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC), Benjamin Kennedy Machado da Costa, uma recomendação expedida pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) que determina às empresas concessionárias do transporte público coletivo o restabelecimento da frota de ônibus, bem como a quantidade de viagens conforme funcionava antes da pandemia do novo coronavírus no Brasil.

A intenção é evitar a superlotação ou o transporte de passageiros em número superior ao quantitativo de assentos. A recomendação, assinada pela promotora de Justiça Leila Maria de Oliveira, exige ainda que seja realizada higienização em todos os veículos ao início e final de cada viagem e, ainda, que os veículos circulem de janelas abertas.

Em entrevista ao Jornal Opção, Kennedy disse ter sido notificado na tarde de ontem e assegurou estar preparando uma resposta que será entregue “hoje a tarde ou amanhã [sábado, 21] de manhã”. Na interpretação do presidente a manutenção do transporte coletivo circulando em sua normalidade “faz com que as pessoas continuem se deslocando como se nada estivesse acontecendo”. “Não podemos colocar um veículo para cada pessoa nas ruas”.

“O que o Ministério Público e a defensoria querem, afinal? Que a gente se transforme em uma Itália? Quanto mais oferta de transporte coletivo tivermos, mais estaremos falando para a população que ela pode fazer suas viagens sem problema algum. Assim o risco de propagação da doença é muito maior. No entendimento da CMTC devemos prestar o atendimento exclusivamente para as pessoas que trabalham com saúde, farmácia e outros setores que não podem parar”, acrescentou Kennedy.

Durante a entrevista, Kennedy também lembrou que países como Coreia do Sul e Argentina restringiram o uso do transporte coletivo na tentativa de frear a transmissão da doença. Para ele, o ideal seria seguir no mesmo caminho, haja vista que as pessoas não podem continuar “passeando”, devem, na verdade, respeitarem o decreto do governador Ronaldo Caiado [DEM] e “ficarem em casa”.

Segundo informações do MPGO, a decisão deve ser cumprida de imediato. Além disso, o documento determina que o cumprimento seja informado e comprovado documentalmente à Promotoria de Justiça em cinco dias.

Em justificativa, a promotora que assinou o documento destacou a nota técnica expedida pela Secretaria de Estado da Saúde que definiu que as empresas do transporte público coletivo de passageiros deveriam adotar providências com vistas a flexibilizar os horários das viagens, sem prejuízo da continuidade do serviço, para que não houvesse aglomeração nos terminais rodoviários.

Apesar disso, segundo o MPGO, notícias veiculadas pela mídia local indicam que tem ocorrido aglomeração nos terminais de ônibus e que diversos passageiros têm viajado em pé nos veículos, em contrariedade à determinação da autoridade sanitária. 

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