Presidente da CCJ, Daniel Vilela se diz preparado para possível nova denúncia contra Temer

Deputado goiano que é pré-candidato ao governo de Goiás diz que novo cargo não trará desgaste para a campanha

Daniel Vilela | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

O pré-candidato a governador de Goiás e deputado federal, Daniel Vilela (MDB), foi eleito esta semana como presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Federal, o mais importante colegiado da Casa. Em entrevista recente ao Jornal Opção, o emedevista avaliou que o novo cargo trará grandes responsabilidades e não representa possibilidade de desgaste para a campanha.

“É motivo de orgulho para os goianos ter representantes do Estado ocupando lugares importantes no cenário político nacional. Vou procurar desempenhar o trabalho com competência e equilíbrio para que a gente possa dar nossa colaboração nesse momento delicado do país, de instabilidade política, crises institucionais e recuperação econômica. Todas os projetos que tramitam na Câmara passam pela CCJ e, logicamente, na presidência podemos agilizar e ajudar no avanço daquelas matérias que são importantes para o país”, avaliou.

Sobre a possibilidade de chegada de uma nova denúncia da Procuradoria-geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer (MDB) na Câmara, o deputado também respondeu que vê a questão com tranquilidade. “Não podemos trabalhar com hipótese porque ninguém sabe se isso vai mesmo acontecer. De qualquer forma, o político não pode fugir de desafios. Aquele que não estiver preparado para enfrentar desafios não deveria estar na polítca”, ponderou.

Caso a possibilidade se concretize, ele ressalto que o rito em caso de denúncia é bem estabelecido e a decisão final cabe a todos os 513 deputados, e não ao presidente da CCJ. “Vejo essa possibilidade com tranquilidade. Se houver qualuqer citação dessa natureza, a Casa já tem um rito muito bem definido e a decisão final, de prosseguimento ou não de possível denúncia, não cabe ao presidente de uma comissão, mas sim ao plenário com todos os 513 deputados”, arrematou.

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