Prefeituras devem bancar tarifa diferenciada na região metropolitana, avalia técnico

Para o superintendente Executivo de Assuntos Metropolitanos, Marcelo Safadi, o subsídio seria apenas umas das possíveis soluções para melhoria do serviço prestado

Foto: Fernando Leite/ Jornal Opção

A tarifa de diferenciada para cidades da Região Metropolitana de Goiânia tem sido uma das propostas mais discutidas no âmbito de mudanças para melhorar o transporte coletivo que atende a capital e outras 20 cidades.

Para o superintendente Executivo de Assuntos Metropolitanos da Secretaria do Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos (Secima), Marcelo Safadi, a tarifa diferenciada pode ser uma das medidas a serem tomadas, mas desde que os municípios passem a criar subsídios para custear essa diferenciação, poupando o usuário de possível aumento na tarifa.

Em entrevista ao Jornal Opção, ele elogiou o trabalho feito por vereadores de Goiânia por meio da Comissão Especial de Inquérito (CEI), que teve como resultado final a sugestão da criação do fundo municipal para o transporte, entre outros pontos.

“A criação do fundo municipal é importante, mas mais que isso, é importante que os municípios comecem a incluir no orçamento recurso para subsídio do transporte coletivo. Goiânia, Aparecida de Goiânia, Trindade, Senador Canedo, Goianira são as únicas cidades no Brasil desse porte que não colocam dinheiro na tarifa do transporte coletivo”, defendeu.

Safadi pontuou porém, que não existem soluções simples quando se trata de mobilidade. “Na minha visão, o que vai efetivamente melhorar a mobilidade é a criação de mais corredores, mudança nos horários do comércio e escolas para diminuir os horários de picos e até mesmo a tarifa diferenciada, mas com a possibilidade de que o usuário possa continuar pagando o mesmo valor e os municípios assumam o custo dessa diferença”, disse.

Neste momento, a superintendência trabalha para a conclusão do diagnóstico do Plano de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Goiânia, cuja minuta terá um capítulo específico sobre a questão da mobilidade. Oficinas, debates e audiências públicas estão sendo realizadas em todos os 20 municípios que compõem a RMG para elaboração do plano.

O principal objetivo do Plano é a implantação de um novo modelo de governança para a Região Metropolitana, adaptando a legislação estadual ao novo Estatuto da Metrópole, Lei 13.089, de 12 de janeiro de 2015.

Assim que concluída a fase de prognóstico, um documento será elaborado, analisado, avaliado e deliberado pelo  Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Goiânia (Codemetro), que encaminhará a Minuta de Lei para aprovação na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás para as devidas tramitações com votação e publicação da lei.

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