Prefeitura terá que licitar nova empresa de software para chequinho em unidades de Saúde

Decisão foi tomada após uma reunião do MP com a secretária municipal de Saúde, Fátima Mrué, realizada na tarde de segunda-feira, 3

Secretária Fátima Mrué | Foto: Lívia Barbosa / Jornal Opção

Ao Jornal Opção, a promotora do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) Villis Marra informou que a prefeitura de Goiânia terá que fazer uma nova licitação para escolher a empresa de software para realização de chequinho nas unidades municipais de Saúde.

Segundo ela, a decisão foi tomada após uma reunião com a secretária municipal de Saúde, Fátima Mrué, realizada na tarde de segunda-feira, 3. Na próxima semana, portanto, a titular deve passar para a promotoria os termos da nova licitação e os prazos. E, então, no dia 13 será feita uma nova reunião.

O caso da empresa de software se desenrola desde que a prefeitura de Goiânia contratou a empresa Vivver Sistemas para fazer o serviço com dispensa de licitação. 

Entenda

Em 2018, o Ministério Público recomendou que o contrato fosse rescindido e a gestão voltasse à empresa anterior, o que não foi seguido. A prefeitura alegava que o serviço melhoraria com a nova empresa.

Em maio do mesmo ano foi instaurado um inquérito civil público para apurar possíveis irregularidades no sistema e no contrato, que custou R$ 4,2 milhões aos cofres do Município.

“No presente caso não haveria emergência ou calamidade pública para justificar ou embasar a contratação da empresa Vivver Sistemas Ltda.”, disse a promotora. Marra também pontuou que o novo software da pasta não tem atendido a demanda de saúde municipal e nem funcionado.

Em abril deste ano, a justiça determinou a suspensão dos serviços prestados pela empresa. Entendeu-se que não havia necessidade de interromper a utilização do sistema anterior, conforme afirmou a secretaria na época, pedindo urgência. 

Uma resposta para “Prefeitura terá que licitar nova empresa de software para chequinho em unidades de Saúde”

  1. Avatar MARIE TEREZA DA SILVA disse:

    TAVA MAIS QUE NA HORA DO MINISTÉRIO PÚBLICO AGIR.

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