Prefeitura de Goiânia ignora apelo de lojistas e ambulantes continuam na 44

A expectativa era de aumento nas vendas durante o feriado prolongado, mas, segundo lojistas, os ambulantes têm atrapalhado comércio

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Mesmo depois de protestos pedindo a intensificação na fiscalização da região da 44, no Centro de Goiânia, lojistas reclamam que nada foi feito e que ambulantes continuam atuando na área e prejudicando o comércio daqueles que trabalham legalmente.

A reclamação é porque os ambulantes não pagam impostos, consequentemente conseguem vender os produtos mais baratos e acabam por “roubar” os clientes das lojas. Para os lojistas, além da concorrência desleal, os camelôs ainda sujam as ruas, impedem os consumidores de entrar nas lojas e prejudicam o trânsito na região.

Segundo a presidente da Associação dos Lojistas da 44, Priscilla Gonçalves, era esperado um aumento nas vendas durante o feriado prolongado, o que não aconteceu. “As vendas continuam em baixa, os lojistas estão com muita dificuldade de vender e esse mês de novembro é considerado o melhor mês de vendas, tendo em vista que os maiores clientes fazem suas compras agora em novembro para revender no mês de dezembro nas suas cidades”, afirmou.

Segundo ela, a queda no volume de vendas já chega a 80% e muitos lojistas estão ficando sem condições de manter o comércio. A representante dos lojistas disse ainda que fiscais chegaram a visitar o local nesta sexta-feira (3/11), o que não impediu que os ambulantes continuassem ocupando as ruas e calçadas da região.

“A fiscalização não tem hora para ser feita, eles chegam na região por volta das 8h30 e ficam até às 11h30, param para o almoço e retornam às 14h30, encerrando às 17h30 o expediente. Mas essa fiscalização só é feita nas esquinas da Rua 44. As ruas paralelas não recebem fiscalização”, denuncia Priscilla.

Em setembro desse ano, quando lojistas fizeram um protesto na sede da Câmara Municipal, o prefeito Iris Rezende (PMDB) prometeu que a Polícia Militar também começaria a atuar na região acompanhando os fiscais que trabalham na área. Mas, segundo Priscilla, a ajuda nunca chegou.

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